domingo, 14 de abril de 2019

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 6 (2º trimestre 2019) O CÂNTICO DE AMOR REAL


COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 6 (2º trimestre 2019) O CÂNTICO DE AMOR REAL

VERSO ÁUREO: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas.” Cânticos 8:6

INTRODUÇÃO (sábado 4 de maio) – De acordo com Cantares 1:1 foi Salomão que escreveu este livro. Este cântico é um dos 1.005 que Salomão escreveu, ver I Reis 4:32. Um dos títulos deste livro, "Cântico dos Cânticos", é um superlativo, ou seja, serve para indicar que este é o melhor.  

Salomão provavelmente escreveu esse cântico durante a primeira parte de seu reinado. Isso coloca a data de composição por volta de 965 a.C. Podemos dividir o livro em três seções: o namoro, 1:1-3:5, o casamento 3:6-5:1 e o desenvolvimento do casamento, 5:2-8:14.
Cantares de Salomão é um poema que relata o romance entre Salomão, o rei mais rico que já governou Israel, e sua amada noiva, proveniente de uma pequena aldeia nos confins da Galiléia. Salomão possuía vinhedos em todas a nação, um dos quais era próximo a Baal-Hamom, na parte mais ao norte da Galiléia, próximo à base das montanhas do Líbano. Em uma de suas visitas a este vinhedo, Salomão conheceu uma jovem, cujo nome, estranhamente não descobrimos. No entanto, ela é apenas chamada de Sulamita.

O livro de Cantares de Salomão encontra o seu lugar ímpar e distinto, porque canta o amor entre o homem e a mulher, capaz de evocar simultaneamente o amor e relação entre Deus e Israel, Cristo e a Igreja. Estudiosos Judeus que viveram na época do nascimento de Cristo interpretavam Cantares como uma alegoria, declarando que descreve o amor de Deus por Seu povo, Israel. De modo parecido, há cristãos que entendem que este poema fala da relação entre o Senhor Jesus Cristo e Sua noiva, a Igreja.

Entretanto, não é preciso invocar explicações alegóricas para entender esta obra. Cantares celebra a beleza e a intimidade do amor dentro do matrimónio em um poema narrativo, ensina que um casamento duradouro exige dedicação, compromisso e sólida lealdade entre marido e mulher, e apresenta também uma imagem idealizada de como o amor humano pode expressar-se sob a bênção divina.

Há críticos que alegam que o modelo do casamento cristão ignora ou desdenha o relacionamento sexual. Esse questionamento é ainda mais poderoso quando se observa que Deus não é mencionado em parte alguma do texto, seno apenas insinuado em Cantares 8:8, nem são feitas quaisquer referências a orações, adoração, ou devoção. Porém, Cantares os contradiz, reiterando o alerta bíblico contra o sexo extraconjugal, mas afirmando que o Senhor não só aprova como também estimula o prazer sensual dentro da união matrimonial.

Cantares de Salomão é um poema que trata da comovente história de amor entre uma jovem camponesa e o rei Salomão. Em poesias delicadas, os amantes exprimem intensa paixão e grande anseio um pelo outro. A jovem Sulamita compara o seu amor por seu noivo à expectativa por uma busca frenética, enquanto Salomão compara sua noiva a jardins pitorescos e frutos deliciosos. Mesmo nessa eloquente expressão de paixão entre noiva e noivo, há a exortação ao casal para manter-se sexualmente puro antes do casamento. Ver Cantares 2:7. Nem sempre o poema foi compreendido dessa forma.

Cantares é leitura necessária não só para os casais, como também para os jovens que desejam compreender quais os desígnios de Deus para a união matrimonial. Esta semana vamos olhar para este livro com maior atenção, onde o casamento entre um homem e uma mulher é enaltecido por Deus. 

DOMINGO (5 de maio) VIDA INDIVISÍVEL – Nós  não podemos fazer a coisa correta em um aspescto da vida, enquanto estamos ocupados em fazer a coisa errada em outro aspecto. A vida é um todo indivisível. A vida é feita de momentos que gera uma unidade indivisível.

Os cristãos em geral baseiam-se em duas maneiras de dividir a natureza humana; dicotomia e tricotomia. Os dicotomistas, defendem que a natureza humana de divide em corpo e alma, e os tricotomistas pensam que a natureza humana está dividida em corpo, alma e espírito.

O dualismo é um conceito religioso e filosófico que admite a existência de dois princípios necessários, de duas posições ou de duas realidades contrárias entre si. Por exemplo; o corpo é uma coisa e a alma ou o aspecto espiritual é outra coisa, e que estão sempre em constante conflito um com o outro. O dualismo propõe que Satanás tem o mesmo poder que Deus tem. Qualquer doutrina de dualismo que defenda a existência de dois poderes iguais que se opõem, o bem e mal é uma doutrina falsa. Embora Satanás exista e esteja ativo, ele é fraco quando comparado com Deus.

Aqueles que acreditam que a natureza humana seja uma tricotomia, normalmente acreditam no seguinte: o corpo físico é o que nos conecta com o mundo físico que nos rodeia, a alma é a essência do nosso ser, e o espírito é o que nos conecta com Deus. Os tricotomistas baseiam-se no seguinte verso da bíblia: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” I Tessalonicenses 5:23

As pessoas, em geral acham que alma e espírito são a mesma coisa; e com isso, pensam que quando morremos vamos para Deus. Como entender e explicar o que a Bíblia ensina sobre esse a ida e a morte? Gênesis 2:7 menciona: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” A equação bíblica é muito clara: o pó da terra, elementos terrestres + fôlego de vida, que é a tradução para espirito = alma vivente ou a pessoa como um todo indivisível. A alma, portanto, é a união dos elementos da terra com o fôlego de vida. A alma é o ser vivo total. Pode pecar e morrer. Ver Ezeq. 18:4

Portanto, a alma vivente não foi posta no homem; mas sim o fôlego de vida, colocado em nós é que nos torna em almas viventes. É importante enfatizar que a Bíblia afirma que o homem passou a ser uma alma vivente. Nada, no relato da criação, insinua que o homem recebeu uma alma, alguma espécie de entidade separada que, no princípio, foi unida ao corpo. O termo original correspondente a “alma vivente” em Gênesis 2:7, é nephesh chaiy-yah, que não designa exclusivamente o homem, pois é também aplicado a animais marinhos, insetos, répteis e bestas. Gênesis 1:20 e 24; 2:19.

É importante entendermos os termos do Novo Testamento onde o uso do termo grego psuche é semelhante ao uso de nephesh, no Antigo. E utilizado tanto para a vida animal quanto para a vida humana, Apocalipse 16:3. Psuche não é imortal, mas sujeita à morte Apocalipse 16:3. Pode ser destruída. Mateus 10:28. Com base em evidências bíblicas, por vezes nephesh e psuche podem referir-se a toda a pessoa, ao passo que noutros casos o termo se limita a aspectos particulares do homem, como afeições, apetites, emoções e sentimentos. O corpo e a alma existem em conjunto; ambos formam uma união indivisível. A alma não possui consciência separada do corpo. Está claro?

No Antigo Testamento, o termo hebraico ruach é traduzido como espírito, e se refere à energizante centelha de vida que é essencial à existência de um indivíduo. Trata-se do princípio vital que anima os seres humanos. Esse termo hebraico ocorre 377 vezes no Antigo Testamento, e com maior frequência é traduzido como “espírito”, “vento” ou “fôlego” Gênesis 8:1. Tem ainda outros significados, como coragem, Josué 2:11, vitalidade, Juízes 15:19, disposição, Isaías 54:6, sede das emoções, I Samuel 1:15. O ruach do homem e o dos animais são idênticos, Eclesiastes 3:19, no sentido de respiração. No Novo Testamento, a palavra equivalente a ruach é pneuma, “espírito”, proveniente de pneu, “soprar” ou “respirar”. O espírito de vida por meio do qual o homem vive, e que só lhe é emprestado por Deus, por ocasião da morte, volta para Deus e é devolvido ao ser humano no dia da ressurreição.

A sexualidade do ser humano faz parte da criação de Deus que nos fez como um todo. Deus criou o homem, masculino e feminino: “Ele criou-os à imagem de Deus e criou-os homem e mulher” Gên 1:27. A diferença sexual atinge todos os elementos do corpo humano. Atinge não só o corpo mas caracteriza todo o ser humano. Quem tem necessidades sexuais não são as glândulas, mas o e a mulher coo um todo. Seus apetites sexuais não se dirigem somente aos órgãos sexuais do outro sexo, mas à outra pessoa em sua totalidade como portadora de uma determinação sexual.

SEGUNDA-FEIRA (6 de maio) OS AMORES DO CÂNTICO DE AMOR – O livro de Cantares é considerado vulgar, pelos críticos do texto original, por anunciar o amor declarado entre um homem e uma mulher. Alguns críticos do texto bíblico achavam que o livro não era inspirado por falar de sexo. Alguns alegam que o modelo do casamento não é descrito no livro, por exagerar nas expressões sexuais. Esse questionamento é ainda mais poderoso quando se observa que Deus não é mencionado em parte alguma do texto, somente em Cantares 8:8 dá a ideia de Deus.

A poesia romântica toma a forma de um diálogo entre um marido, o rei Salomão e sua esposa, a Sulamita. A canção começa antes do casamento, mostrando como a noiva anseia para estar com seu noivo e receber suas carícias íntimas. No entanto, ela aconselha a deixar que o amor se desenvolva naturalmente, em seu próprio tempo. Na noite de núpcias, o marido novamente elogia a beleza de sua esposa, e em linguagem altamente simbólica, a mulher convida o seu cônjuge para participar de tudo o que ela tem para oferecer. Eles fazem amor e Deus abençoa sua união.

A noiva fala com o noivo ou sobre ele: “Que os seus lábios me cubram de beijos! O seu amor é melhor que o vinho.” Cantares 1:2. “Leve-me com você! Vamos depressa! Seja o meu rei e leve-me para o seu quarto.” 1.4. “Os meus amados têm cheiro de mirra quando descansa sobre os meus seios.” 1:13. “A grama verde será a nossa cama; os cedros serão as vigas da nossa casa, e os pinheiros serão o telhado.” 1:16-17.

“O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.” Cânticos 2:10-13.

“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam. Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar?” Cânticos 8:6-8

Hoje, o sexo é abusado, comercializado e profanado. Somos bombardeados com imagens, vozes, danças, roupas, filmes e livros que tratam do sexo como coisa suja e, sem perceber, o vemos assim. Alguns não conseguem conceber um casal lendo a Bíblia e orando antes ou depois de fazerem sexo. Deus, no entanto, não nos deixou sem informações nessa área tão importante da vida, mas inspirou Salomão a escrever um livro na Bíblia que celebra a beleza e pureza do sexo no contexto correto.

Cantares apresenta a sexualidade como uma coisa boa protegida pelo casamento e não como uma coisa má permitida pelo casamento. a estratégia que a Bíblia usa para ensinar os jovens a respeito de se guardarem para o casamento é falar abertamente sobre as delícias do sexo puro, ao ponto de motivá-los a não quererem profaná-lo.

Livro de Cantares de Salomão é um poema lírico escrito para exaltar as virtudes do amor entre o marido e sua esposa. O poema claramente apresenta o casamento como um plano de Deus. Um homem e uma mulher devem viver juntos dentro do contexto do casamento, amando um ao outro de forma espiritual, emocional e física.

Quando partilhado entre marido e mulher, o amor erótico pode ser uma coisa maravilhosa, mas por causa da nossa natureza pecaminosa, eros, muitas vezes, torna-se pornéia. Quando isso acontece, os seres humanos tendem a ir à extremos, tornando-se ascetas ou hedonistas. O asceta é a pessoa que evita completamente o amor sexual porque a sua associação com a imoralidade sexual o faz parecer perverso e, portanto, deve ser evitado. O hedonista é a pessoa que vê o amor sexual, sem restrição ou pervertido, como perfeitamente natural.

TERÇA-FEIRA (7 de maio) UM CONHECIMENTO AMOROSO - Cantares de Salomão é o livro da bíblia que fala, de forma muito clara, sobre o amor e a sexualidade entre um homem e uma mulher, por isso alguns pais da igreja queriam não incluí-lo no Cânon bíblico. Mas, como Deus criou o sexo para ser usado dentro do casamento, entre um homem e uma mulher, este livro vem completar o conceito teológico sobre o tema.

Alguns pensam e afirmam que o sexo é sujo e é pecado, e que deve ser praticado apenas para a procriação, mas Deus nos mostra que, dentro do casamento, deve ser uma fonte de alegria e prazer, para além de procriar. Agostinho é considerado um dos maiores teólogos da igreja Católica Romana e ele afirmava que o sexo era só para cumprir o propósito da procriação. 

Cantares de Salomão é um poema lírico escrito para exaltar as virtudes do amor entre um marido e a sua esposa. O poema claramente apresenta o casamento como um plano de Deus. Um homem e uma mulher devem viver juntos dentro do contexto do casamento, amando um ao outro de forma espiritual, emocional e fisicamente. Este livro combate dois extremos: o ascetismo que é a negação de todo o prazer, e hedonismo que é busca do prazer somente.  

A canção começa antes do casamento, mostrando como a noiva anseia por estar com seu noivo e receber suas carícias íntimas. No entanto, ela aconselha a deixar que o amor se desenvolva naturalmente, em seu próprio tempo. O rei elogia a beleza da sulamita, superando os seus sentimentos de insegurança sobre sua aparência. A sulamita tem um sonho no qual ela perde Salomão e busca por ele em toda a cidade. Com a ajuda dos guardas da cidade, ela encontra o seu amado e fica com ele até levá-lo a um local seguro. Ao acordar, ela repete seu conselho para não forçar o amor. Na noite de núpcias, o marido novamente elogia a beleza de sua esposa, e em linguagem altamente simbólica, a mulher convida o seu cônjuge para participar de tudo o que ela tem para oferecer, o seu jardim, eles fazem amor, e Deus abençoa a sua união.

Veja a beleza e ternura deste poema: “Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha. Vem comigo do Líbano, ó minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde os covis dos leões, desde os montes dos leopardos. Enlevaste-me o coração, minha irmã, minha esposa; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um colar do teu pescoço. Que belos são os teus amores, minha irmã, esposa minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho! E o aroma dos teus ungüentos do que o de todas as especiarias! Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano. Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes, o cipreste com o nardo. O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes! Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados. Cânticos 4:7-5:1

A lição de hoje trata também do conhecimento que devemos ter de Deus e ilustra com a parte sexual entre o casal. Em Gênesis 4:1 lemos: “Adão conheceu Eva, sua esposa, que concebeu e deu à luz Caim”. É claro que “conhecer” aqui significa relação sexual, da qual nasceu Caim. Embora muitas traduções usem outros termos tais como “coabitar”, “se unir”, o termo usado é yada, que significa relação sexual. Esse termo aparece mais de 3 mil vezes na Bíblia.

Muitos estão familiarizados com as palavras de Jesus em João 17:3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.” O casamento é um belo símbolo daquele relacionamento íntimo que devemos ter com Deus. Provérbios 3:5, 6 diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” Amém? 

QUARTA-FEIRA (8 de maio) AMOR NO TEMPO CERTO – A lição de hoje é uma sequência do tema de ontem e aborda a virgindade até o casamento como parte do plano de Deus. Estes são alguns dos textos da poesia que fala da castidade da sulamita: “Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada.” Cânticos 4:12

“Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes!” Cânticos 4:16

“Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.” Cânticos 5:1

“Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar? Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro. Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz.” Cânticos 8:8-10

Vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo "livre" de vida. Hoje vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda e nas publicidades, uma comercialização do sexo. Em Gênesis 1:28, Deus disse ao homem: "E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra". Ou seja, o sexo tinha uma função procriativa e de prazer entre o casal: “E fez Deus uma mulher idônea para Adão para que, dela, ele desfrutasse e, com ela, enchesse a terra.” Gên 2:18.

Hoje em dia o sexo está tão banalizado que não há mais aquela expectativa dos noivos em se descobrirem aos poucos, em maravilharem-se um com o outro, vivendo a novidade de um toque, de uma fragrância, de surpresas que fortalecem o casamento e o amor. Com tamanha sobrecarga de "normal" e “relativismo”, as pessoas dizem: sexo antes do casamento é normal, homossexualismo é normal, filhos sendo pais prematuros é normal, masturbar-se é normal. Normal?

Certo homem que havia sido sexualmente ativo fora do casamento disse a um pastor: “Quando jovem, aprendi a ver o sexo e o amor como uma e a mesma coisa. Quando me casei, no entanto, descobri que sexo antes do casamento destrói não somente o corpo, eu contraí uma doença venérea, mas também a mente. Embora sejamos cristãos, eu e minha esposa tivemos que lutar com os comportamentos mentais e emocionais que eu trouxe do passado para nosso casamento.”

As restrições da Bíblia não estão ali porque Deus quer nos impedir de sentir prazer. Em vez disso, elas nos protegem dos danos físicos, emocionais e espirituais que ocorrem como resultado da imoralidade sexual. Em última análise, o sexo afeta nosso relacionamento com Deus. São os gentios, que não conhecem a Deus, que vivem “com o desejo de lascívia”.  É a ignorância de Deus que produz comportamento imoral. Os que ignoram os ensinamentos da Bíblia sobre esse assunto rejeitam não apenas esses ensinamentos, mas também o chamado de Deus, e até mesmo o próprio Deus.

Quando se tem relacionamento sexual antes do casamento, o relacionamento da moça com o rapaz é afetado mesmo depois do casamento. Muitos maridos acabam questionando a fidelidade e sinceridade da esposa, usando como argumento, pretexto e razão para duvidar dela, o fato de ela ter permitido certas intimidades sexuais antes do casamento. O relacionamento entre os dois pode ficar afetado, tenso, ou pelo menos empobrecido, devido às intimidades sexuais antes do casamento.

Veja alguns pensamentos de Ellen G. White sobre a responsabilidade sexual de jovens cristãos:

“A entrega de todas as faculdades a Deus, simplifica grandemente o problema da vida. Enfraquece e abrevia milhares de lutas com as paixões do coração natural.” Mensagens aos Jovens, 30.

“As afeições juvenis devem ser refreadas, até chegar o período em que a idade suficiente e a experiência tornarão honrosa e segura a sua manifestação.” Mensagens aos Jovens, 452.

“Um pouco de tempo passado a semear joio, queridos amigos jovens, produzirá uma colheita que lhes fará amarga a vida inteira; uma hora de irreflexão - o ceder uma vez à tentação - pode lhes desviar todo o curso da vida para uma direção errada. Não podem ser jovens senão uma vez; tornem útil essa juventude. Uma vez passado o caminho, não poderão retroceder para retificar os erros cometidos. Aquele que se recusa a ligar-se a Deus, colocando-se no caminho da tentação, há de infalivelmente cair. Deus está provando cada jovem.” Mensagens aos Jovens, 429.

Guarde bem este princípio: “O sexo deve ser praticado entre duas pessoas, não mais que duas pessoas e não menos que duas pessoas, apenas entre um homem e uma mulher, e dentro do matrimónio. Fora disso é fugir do plano original de Deus".


QUINTA-FEIRA (9 de maio) SALVAGUARDANDO O DOM DO CRIADOR – A lição de hoje menciona que a sexualidade do cristão deve ser desenvolvida de forma natural e saudável para o prazer do casal e para a procriação, pois a unidade do casal permite a geração de uma nova vida à imagem de Deus.   

Dentro do plano de Deus, o sexo se torna uma bela ilustração do amor abnegado que Ele derramou sobre nós em Cristo. Cada crente é convidado a ter a mente pura para produzir atos também puros, pois somos embaixadores de Cristo, mas nem sempre isso acontece com muitos crentes, quando deixam de ter comunhão com Cristo. A batalha pela pureza sexual sempre começa na mente. Aquilo em que pensamos constantemente acabamos fazendo. Enchemos nossa mente com o bem ou o mal, o puro ou o impuro, o certo ou o errado. Muitos crentes tentam abrigar ambas as tendências em seus pensamentos.

O pecado sexual declarado é concebido na mente, desenvolvido em várias experiências pré-sexuais, e finalmente torna-se realidade, quando a oportunidade aparece. Não somente a imoralidade resultante é pecado; os pensamentos impuros também o são. As palavras de Jesus, no sermão da montanha, são frequentemente citadas a este respeito: "Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." Mat. 5:27,28. Não se confunda, a ponto de dizer: "Visto que já pequei em meu coração, posso também pecar com o corpo".

Como cristãos devemos recordar que Deus, em Sua Palavra, também colocou directrizes relacionadas a sexualidade e para salvaguardarmos o dom de Deus, devemos obedecer a Sua palavra, praticando o sexo penas entre duas pessoas, não mais que duas e não menos que duas. Apenas entre um homem e uma mulher, e dentro do matrimonio. Fora disso é fugir do plano original de Deus.

A Bíblia classifica como pecado as diferentes formas de sexo, como: a prostituição, feminina ou masculina. Ver Lev 19:29 e Deut 23:17; o sexo pré-marital e a violência sexual. Ver Deut 22:13-21, 23-29; a relação entre pessoas do mesmo sexo. Ver Lev 18:22; Lev 20:13 e Rom 1:26, 27; o travestismo. Ver Deut 22:5; o adultério ou sexo extraconjugal. Ver Êxodo 20:14; Lev 18:20; 20:10; Deut 22:22 e I Tes 4:3-7; a relação sexual com animais. Ver Lev 18:23 e Lev 20:15, 16; e a relação com pessoas da mesma família ou crianças. Ver Lev 18:6-17; 20:11, 12, 14, 17, 19-21.
Deus também condena: manter pensamentos e desejos impuros. Ver Mat 5:27-28 e Filip 4:8; a impureza e os vícios secretos, como a pornografia e a masturbação. Ver Ezeq 16:15-17; I Cor 6:18; Gal 5:19; Efésios 4:19 e I Tes 4:7, o exibicionismo sensual. Ver Ezeq 16:16, 25 e Prov 7:10, 11; e o assédio sexual. Ver Gên 39:7-9 e  II Sam 13:11-13 Em tudo isto que acabamos de ver há um chamado divino para mantermos integridade nos aspectos da sexualidade

“Deus requer que domines não só teus pensamentos, mas também as paixões e afeições. Tua salvação depende de te governares nessas coisas”.  Mensagens aos Jovens, 75 e 76.

“Os que colocam em Cristo a confiança não devem ficar escravizados por nenhuma tendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servidão à natureza inferior, devem reger todo apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar contra o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer mediante o poder que Ele está disposto a nos comunicar”.  A Ciência do Bom Viver, 175, 176.

SEXTA-FEIRA (10 de maio) LEITURA ADICIONAL E COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 6 (2º trimestre 2019) O CÂNTICO DE AMOR REAL -  Nosso mundo está confuso sobre o casamento. O aumento do divórcio e de tentativas modernas de redefinir o casamento, estão em notório contraste com o livro de Cantares de Salomão. Casamento, diz o poeta bíblico, deve ser comemorado, desfrutado e reverenciado.

 Este livro fornece algumas orientações práticas para fortalecer nosso casamento, e seguem dicas praticas para um bom relacionamento entre os casais:

1) Dê ao seu cônjuge a atenção de que ele ou ela necessita. Tire o tempo necessário para realmente conhecer seu cônjuge.

2) Encorajamentos e elogios, não críticas, são uma parte vital de um relacionamento bem sucedido.

3) Desfrute um ao outro. Planeje viagens especiais. Seja criativo, até mesmo brincalhão, um com o outro. Deleite-se com o dom de Deus do amor conjugal.

4) Faça o que for necessário para reafirmar o seu compromisso com o seu cônjuge. Renove seus votos; resolva problemas e não considere o divórcio como uma solução. Deus quer que vocês dois vivam em um amor profundamente tranquilo e seguro.

O Pr. José Carlos Ebling - Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University descreve alguns prejuízos que moças e rapazes sofrem ao entregar-se a intimidades sexuais antes do casamento:

Prejuízos para as moças:

1. Em praticamente todas as culturas, os rapazes gabam-se de suas conquistas sexuais, enquanto as garotas geralmente sofrem a perda do respeito próprio e sentem ansiedade e culpa. A sociedade está tentando mudar esse conceito, mas ainda não o mudou completamente.

2. A moça se desqualifica para o casamento. Ainda hoje, os rapazes consideram a virgindade como característica importante na garota com quem pretendem casar. Em 1970, Bell publicou um trabalho afirmando como o rapaz, em geral, quer que a garota com a qual vai casar-se seja de boa reputação, “uma boa moça”, sendo capaz de redefini-la como “má” se o relacionamento com ela envolver sexo.

3. O escândalo social e o vexame quando há gravidez. Isso tem ocorrido com certa frequência. Os pais ficam envergonhados, a Igreja procura disciplinar o casal envolvido. Observa-se um mal-estar muito grande e a própria gestação agitada e tensa compromete a saúde e o bem-estar da criança.

4. O relacionamento da moça com o rapaz é afetado mesmo depois do casamento. Muitos maridos acabam questionando a fidelidade e sinceridade da esposa, usando como argumento, pretexto e razão para duvidar dela, o fato de ela ter permitido certas intimidades sexuais antes do casamento. O relacionamento entre os dois pode ficar afetado, tenso, ou pelo menos empobrecido, devido às intimidades sexuais antes do casamento.

5. A castidade é algo importante para o auto conceito, o auto respeito e a saúde mental de toda moça.

Prejuízos para os rapazes:

1. Intimidades sexuais antes do casamento desenvolve no rapaz uma atitude de exploração, auto centrismo e egoísmo, gerando desrespeito pela felicidade e o bem-estar das pessoas do sexo oposto, desde que seus desejos sejam satisfeitos.

2. Seu relacionamento futuro com a esposa é afetado. Torna-se dominador e desconfiado.

3. Ninguém pode explorar os outros e submetê-los a sofrimentos sem afetar sua própria integridade e saúde mental.

4. O moço que usa de suas habilidades para destruir a resistência moral de uma garota está desenvolvendo um padrão de atitudes e valores que o prejudicarão em todas as suas relações sociais com todos os seres humanos. Ele se tornará manipulador.

Luís Carlos Fonseca

Sem comentários:

Enviar um comentário