segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Esboço de Sermão: O Que Deus nos Ensina Através das Aves?

O Que Deus nos Ensina Através das Aves?

I – Introdução. Deus revelou-Se à humanidade, antes de tudo, através da criação e há muitas pessoas que só tiveram ou terão o livro da natureza para conhecer o Deus Criador. 

Encontramos em Romanos esta declaração: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.” Romanos 1:20.

O patriarca Jó declarou que as aves podem nos informar muitas coisas sobre Deus: “Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas te ensinará; e às aves dos céus, e elas te farão saber… Quem não entende, por todas estas coisas, que a mão do Senhor fez isto?” Jó 12:7 e 9. O comportamento das aves foi tema de muitas ilustrações na Bíblia onde esses animais nos ensinam muitas lições sobre a vida, nossa amizade com Deus e dependência dele.

Em uma ocasião Jesus ilustrou o Seu cuidado para conosco mencionando as aves dos céus. Ele disse: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” Mateus 6:26. Jesus chamou a atenção de Seus ouvintes para as aves enquanto cantavam, livres de preocupações, Deus provê o seu sustento. Os homens não precisam alimentar as aves, é Deus quem lhes dá a existência e as sustenta. Mas, requer que usem da capacidade que receberam de Deus para procurarem o alimento. Poucas pessoas trabalham, tão dura e incansavelmente, como o fazem as aves para conseguirem o alimento. Recebemos uma lição de laboriosidade!

I – Aprendendo Com a Cegonha. As cegonhas conhecem as estações do ano sem que ninguém as tenha ensinado. Deus as criou com o instinto de voltarem para casa na época da sua migração. É como se tivessem um despertador interno, e na hora de voltar, elas voltam instintivamente.Tudo funciona dentro dos planos de Deus. Jeremias escreveu: “Até a cegonha no céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, e o grou e a andorinha observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor.” Jeremias 8:7.

O estudo das rotas migratórias da cegonha branca iniciou com um ornitólogo alemão chamado Johannes Thienemann. Como as cegonhas, e outros pássaros migratórios, procuram sempre estar em lugares quentes, na Primavera elas procuram os lugares quentes, chegando ao destino depois de uma viagem que dura perto de 50 dias. As cegonhas alcançam facilmente velocidades de 55 Km/h.

Como as cegonhas e outros pássaros migratórios, devemos conhecer o tempo em que vivemos. Já vivemos em tempo emprestado por Deus. Jesus já teria voltado se não fosse a dureza do nosso coração. Veja como os seguintes textos mostram a necessidade que temos de conhecer o tempo do fim que vivemos e estarmos preparados para a volta de Cristo: “Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva, e assim sucede. E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede. Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?” Lucas 12:54-56.

“Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.” Mateus 24:32,33

Todos sabem que já vivemos no fim, que Jesus logo vai voltar e porque ainda Ele não voltou? Ver os sinais da volta de Cristo em II Timóteo 3:1-5 e Mateus 24.  

“Por quarenta anos a incredulidade, murmurações e rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do moderno Israel na Canaã celeste. Em nenhum dos casos as promessas de Deus estiveram em falta. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo do Senhor que nos têm conservado neste mundo de pecado e dor por tantos anos.” Mensagens Escolhidas Vol. 1, 69

II – Aprendendo Com o Ninho da Andorina. Onde vivo temos problemas com os ninhos das andorinhas. Elas fazem ninhos não só nos telhados, mas também nas paredes externas dos prédios e alguns incômodos são provocados. A Bíblia menciona que as andorinhas faziam ninhos no templo de Salomão, por ser um lugar, na maior parte do tempo calmo, para criarem os seus filhotes. Em Salmo encontramos a expressão do salmista Coré: “Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo. Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.” Salmo 84:1-3.

Os filhos de Deus também devem encontrar alegria em estar na igreja nos dias de culto e em outras convocações religiosas. Veja estes textos: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” Salmo 122:1

“Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.” Salmos 26:8.

“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.” Salmos 133:1-3.

Necessitamos de congregar como irmãos! E quando estamos na igreja, recebemos uma bênção especial que já foi ordenada por Deus. As reuniões de sábado são importantes, pois o sábado pertence a Deus e não a nós. Mas como filhos de Deus, precisamos também participar das reuniões de oração promovidas pela igreja, como; os cultos de oração, vigílias e outros momentos de consagração. Como as andorinhas, necessitamos buscar as bênçãos de Deus e encontrar a paz na igreja! 

III – Aprendendo Com as Águias. As águias costumam ser utilizadas como símbolos em vários contextos e culturas. Elas costumam fazer os seus ninhos em locais altos como em cima de montanhas e árvores de grande tamanho. A águia vive entre 25 e 30 anos, em média, podendo algumas passar deste limite. Existem algumas lendas; de que a águia vive até 70 anos e que arrancam todas as penas e substituem o bico, etc… A Bíblia fala da renovação da águia em um contexto espiritual: “...que enche de bens a sua existência, de modo que a sua juventude se renova como a águia. “ Salmo 103:5.

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” Isaías 40:31.

Na verdade,  águia não precisa se mutilar para ser renovada, ela não arranca as penas e nem o bico, o que acontece é a renovação natural das penas que ocorre sempre no verão. Algumas penas são substituídas anualmente, mas não todas ao mesmo tempo. Quanto ao bico, a águia o afia nas pedras instintivamente e o velho bico, em algum momento, é substituído naturalmente por um novo que nasce sem sofrimento. Já pensou se ela arrancasse o bico como ia comer, até nascer outro bico?

Da mesma maneira, para sermos renovados pelo Senhor Jesus, basta permitirmos a atuação do Espírito Santo em nós. Quando nós confiamos a nossa vida a Deus, Ele concede a Sua graça e somos renovados. Este processo acontece de forma invisível, mas todos percebem o bom perfume que produzimos para o mundo quando revelamos o fruto do Espírito Santo. Quando entregamos a nossa vida a Cristo a mudança interior ocorre de forma pacífica. Jesus mesmo disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30

No caso das aves, só há auto-mutilação em casos de estresse e quando mantidas em cativeiro. Quando comparamos a vida do crente, que insiste em viver prisioneiro dos pecados da velha vida, existe a dor da consciência pelo pecado cometido. Mas quando o crente se entrega a Deus já não é necessário que ele sofra demasiadamente e o processo da renovação torna-se fácil.  O processo da renovação da águia não envolve esforço extraordinário da sua parte, a sua renovação acontece naturalmente. A águia não precisa tomar uma atitude, as suas penas caem naturalmente, o seu bico é trocado enquanto ela come.

Em nossa vida espiritual é assim também, Jesus já pagou o preço que era necessário para que pudéssemos conhecer a Deus e nos tornarmos Seus filhos. No processo de renovação espiritual basta confiarmos em Deus e mantermos comunhão com Ele que a nossa transformação torna-se natural. Tudo acontece pela maravilhosa graça de Deus e por Seu infinito amor por nós!

IV – Aprendendo Com a Galinha. Tanto as pessoas como os animais têm uma característica em comum; tentam proteger os seus filhotes. As aves que fazem os seus ninhos no chão têm que ficar sempre atentas contra possíveis ameaças. No caso, as galinhas quando sentem que seus filhotes são ameaçados, elas os colocam logo debaixo das suas asas.

Jesus, certa vez olhou para Jerusalém e prevendo a sua destruição disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” Mateus 23:37. Ficamos mais confortáveis com Jesus quando comparado com o Leão da tribo de Judá ou como Sumo-Sacerdote celestial que é, do que com uma galinha, mas a metáfora da galinha é interessante! 

Jerusalém era a cidade que Deus abençoou para o Seu povo abençoar e proteger as pessoas. Em Jerusalém estava o templo, que era o local onde Deus Se manifestava em favor dos Seus filhos. Jesus mostrou o Seu grande amor pelo povo judeu, que durante tantos séculos representaram Jeová, mas que tinham rejeitado a chegada do Messias! Jesus comparou a ação da galinha, em proteger os seus filhotes, com aquilo que Ele desejava fazer com um povo rebelde. Ele não pôde reunir o povo debaixo das Suas asas. Imagine a tristeza de Cristo!

Hoje é isso o que Jesus deseja fazer por você e por mim. Ele quer reunir-nos e manter-nos aquecidos e seguros em meio às tempestades e lutas dessa vida. Deus continua a ser é o nosso “refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. Ele nos lembra que, independentemente de quão escuro esteja o nosso dia, existe um abrigo da tempestade: "Como as aves dão proteção aos filhotes com suas asas, o Senhor dos Exércitos protegerá Jerusalém; ele a protegerá e a livrará; ele a poupará e a salvará.” Isaías 31:5. Amém?

V - Conclusão. Os legítimos filhos de Deus depositam a confiança em Deus e deixam Ele dirigir-lhes a vida. O maior problema do ser humano é apegar-se às coisas que se vêem, e o crente é tentado a esquecer as promessas da vida eterna. Eis a razão pela qual Cristo promete satisfazer nossas necessidades: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Mateus 6:21.

A ansiedade é uma prova de que o crente deixou de confiar em Deus Apesar de sabermos disso, incorremos nela com facilidade e frequência. Mas, a ansiedade é um sinal dos incrédulos: “Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas.” Mateus 6:32. Em Mateus 6:26 somos lembrados que Deus cuida de nós e nos considera de muito mais valor do que a criação de modo geral: "Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” Mateus 6:26.

As aves não se juntam preocupadas de como vão sobreviver. O fluxo migratório das aves evidencia uma dependência natural da providência do Criador e Sustentador da criação. Embora não encontremos pássaros em galhos de árvore com seus bicos abertos, esperando que alimentos caiam do céu, Jesus nos diz que eles não semeiem, nem ceifem, ou ajuntem o excedente em celeiros, contudo Deus os alimenta! Confiemos sempre no Senhor, pois Ele cuida de nós e nos renova como as águias!


Luís Carlos Fonseca

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