quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Como Preparar e Pregar Sermões

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

APELO URGENTE POR REAVIVAMENTO, REFORMA, DISCIPULADO E EVANGELISMO

Deus chamou, de forma singular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia para viver e proclamar Sua mensagem de amor e verdade para os últimos dias do mundo (Apocalipse 14:6-12). O desafio de alcançar os mais de seis bilhões de pessoas no planeta Terra com Sua mensagem para o tempo do fim parece impossível. A tarefa é esmagadora. De uma perspectiva humana, o rápido cumprimento da Grande Comissão de Cristo, em algum momento próximo, parece improvável (Mt. 28:19, 20).
Uma avaliação honesta da taxa de crescimento da igreja e de seu impacto evangelístico leva-nos à conclusão de que, a não ser que haja uma mudança dramática, não concluiremos a comissão celestial nesta geração. Nossos melhores esforços, planos, estratégias e recursos são incapazes de concluir a missão dada por Deus.

PROMESSA DE CRISTO À SUA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO

Os discípulos enfrentaram o desafio de levar o Evangelho ao mundo no primeiro século e nós o enfrentamos no século 21. A igreja do Novo Testamento foi, aparentemente, confrontada com uma tarefa impossível. Porém, dotada do poder do Espírito Santo, a Igreja teve um crescimento explosivo (At.2:41; 4:4; 6:7; 9:31). Os primeiros cristãos compartilharam sua fé em todas as partes (At.5:42).
Apenas poucas décadas depois da crucifixão, Paulo relatou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Cl.1:23). Como foi possível a um desconhecido grupo de crentes relativamente insignificantes exercer impacto no mundo em um período tão curto de tempo? Como tão poucos cristãos puderam ser usados por Deus para transformar o mundo para sempre?
A Grande Comissão de Cristo foi acompanhada de Sua grande promessa. O Salvador “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (At.1:4). E também prometeu: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8).
O amor de Cristo controlava cada aspecto da vida dos discípulos e os levava a um compromisso fervoroso ao serviço. Eles rogaram a Deus o poder prometido do Espírito Santo e prostraram-se diante dEle em sincera confissão e fervoroso arrependimento. Davam prioridade à busca das bênçãos de Deus e dedicavam tempo para a oração e para o estudo das Escrituras. Suas mesquinhas diferenças foram absorvidas pelo desejo de compartilhar o amor de Cristo com todos a seu redor e de alcançar o mundo com o evangelho.
Descrevendo a experiência dos discípulos, Ellen G. White escreveu: “Pondo de parte todas as divergências, todo o desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã. [...] Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual, e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para o trabalho de salvar almas. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que lhes cabia nessa obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (AA, 37).
Cristo cumpriu Sua palavra. O Espírito Santo foi derramado no poder pentecostal. Milhares se converteram em um dia. Em um curto período de tempo, “mediante a cooperação do Espírito divino, os apóstolos fizeram uma obra que abalou o mundo. O evangelho foi levado a todas as nações numa única geração” (AA,593).

A PROMESSA DE CRISTO PARA A IGREJA DO TEMPO DO FIM

O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, na chuva temporã, foi apenas um prelúdio do que está para acontecer. Deus prometeu derramar Seu Espírito Santo em abundância nos últimos dias (Jl.2:23; Za.10:1). A Terra será iluminada “com Sua glória” (Ap.18:1) e a obra de Deus neste mundo será rapidamente concluída (Mt.24:14; Ro.9:28). A Igreja experimentará um reavivamento espiritual e a plenitude do poder do Espírito Santo como nunca ocorreu antes em sua história. Falando do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, Pedro nos dá esta certeza: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At.2:39). Ellen White acrescenta: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. [...] Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (GC, 464).
Centenas de milhares de pessoas aceitarão a mensagem nos últimos dias. Oração, estudo da Bíblia e testemunho são os elementos do verdadeiro reavivamento. “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem” (AA,55) e “por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência” (GC,612). “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (1ME,121).
Se um verdadeiro reavivamento espiritual é a maior e a mais urgente de nossas necessidades, não deveríamos, como Igreja, dar prioridade à busca da bênção prometida pelo Céu, com todo o coração?

NOSSA GRANDE NECESSIDADE: REAVIVAMENTO E REFORMA

Quando buscamos Jesus, Ele nos preenche com Sua presença e poder mediante a dádiva do Espírito Santo, reavivando as faculdades espirituais adormecidas da alma. O coração reavivado experimentará uma conexão vital com Jesus mediante a oração e a Palavra. A reforma é a mudança correspondente que ocorre em nossa vida como resultado do reavivamento.
“Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se” (1ME,128). A reforma não é manifestada com uma atitude de justiça própria que condena outros. É a transformação do caráter que revela os frutos do Espírito na vida (Gl.5:22-24). Obediência à vontade de Deus é a evidência do verdadeiro reavivamento. Não há nada que Jesus anseie mais do que um povo desejoso de conhecer pessoalmente Seu amor e compartilhá-lo com os outros.

COMPROMISSO E APELO

Como líderes e representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na União Central Brasileira, agradecemos a Deus por Sua fidelidade e bênçãos abundantes à Sua Igreja. A rápida expansão da Igreja, em membros e em instituições, é um milagre de Deus. Embora O louvemos pela obra maravilhosa de cumprir Seu propósito por meio de Sua igreja, reconhecemos humildemente que, devido às nossas fragilidades humanas, até mesmo nossos melhores esforços estão maculados pelo pecado e necessitam de purificação por meio da graça de Cristo. Reconhecemos que nem sempre temos dado prioridade ao dever de buscar a Deus pelo derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia. Humildemente confessamos que muitas vezes, em nossa vida pessoal e em práticas administrativas, a missão de Deus de salvar o mundo perdido não tem ocupado o primeiro lugar. Às vezes, na intensa busca por fazer boas coisas, temos negligenciado o mais importante: conhecê-Lo.
Aceitamos a clara instrução de nosso Senhor de que “o tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. [...] Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito” (AA,50).
Arrependemo-nos da indiferença, do mundanismo e de nossa falta de paixão por Cristo e Sua missão. Sentimos que Cristo nos chama a um relacionamento profundo com Ele, mediante oração e estudo da Bíblia, e em um mais ardente compromisso de transmitir Sua mensagem para os últimos dias ao mundo. Regozijamo-nos de que “é privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (AA,600).
Assim sendo, como representantes da Igreja e em nome de todos os membros, comprometemo-nos a:

1. Pessoalmente dar prioridade ao dever de buscar a Deus para um reavivamento espiritual e o derramamento do Espírito Santo em nossa vida, família e ministério.

2. Individualmente buscar a Deus na primeira hora de cada dia, para manter comunhão com Cristo mediante a oração e o estudo da Palavra de Deus a fim de compreendermos Seus planos para Sua Igreja.

3. Examinar nosso coração e pedir ao Espírito Santo para nos convencer de tudo que nos esteja impedindo de revelar o caráter de Jesus. Desejamos ter um coração puro, a fim de que nada em nossa vida impeça a plenitude do poder do Espírito Santo.

4. Usar cada mídia disponível, bem como diferentes reuniões, seminários e programas para apelar aos membros da Igreja a buscar um relacionamento profundo com Jesus, com vistas ao reavivamento e à reforma esperados.

5. Urgentemente apelar e convidar todos os membros da Igreja a nos unir no abrir do coração ao poder transformador do Espírito Santo, o qual transformará nossa vida, famílias, igrejas e comunidades.

Apelamos a cada membro (adulto, jovem ou criança) a se unir aos líderes da Igreja e aos milhões de adventistas do sétimo dia, participando da corrente mundial de oração intercessora às sete horas de cada manhã e tarde, sete dias na semana.
Cremos que o propósito do derramamento da chuva serôdia é concluir a missão de Cristo na Terra, a fim de que Ele possa voltar em breve. Reconhecendo que nosso Senhor somente derramará Seu Espírito em plenitude sobre uma igreja que tiver paixão pelas pessoas perdidas, determinamos apresentar e manter o discipulado e o evangelismo no topo de todas as agendas de atividades da Igreja.
Apelamos a cada membro da Igreja a nos unir para tornar o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo as prioridades mais urgentes de nossa vida pessoal e de nosso ministério. Estamos certos de que, ao buscarmos a Deus juntos, Ele derramará Seu Espírito Santo sem medida, a obra de Deus na Terra será concluída e Jesus virá. Enfim, clamamos: “Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

* O documento original foi votado no Concílio Anual da Associação Geral em 11/10/2010.

Documento adaptado pela União Central Brasileira dos ASD.

Pastor Luís Carlos Fonseca

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Parte da história do Dr. Milton Afonso. Meditações Matinais


A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tiago 1:27


Milton Soldani Afonso nasceu pobre, em 12 de dezembro de 1921, m...as se tornou um empresário de sucesso que lida com milhões de dólares. É o fundador da Golden Cross e proprietário da UNISA (Universidade de Santo Amaro), com mais de 20 mil alunos. Ele garante que, embora sua posição na vida tenha mudado muito, uma coisa que o dinheiro não mudou foi sua fé em Deus, a quem tudo deve.

domingo, 12 de dezembro de 2010

RESUMO DA LIÇÃO 12 – GEAZI: FALHAR O OBJECTIVO

Quem foi Geazi? Era o servo de um grande profeta de Israel, que era Eliseu. Eliseu substituiu Elias depois que este foi levado para o céu através de uma carruagem de fogo, conforme II Reis 2:11. Geazi teve uma grande oportunidade de estar intimamente ligado a alguém tão abençoado por Deus como Eliseu. Este servo, muito provavelmente, poderia ser um profeta do Senhor também. Apesar desta grande oportunidade, Geazi falhou miseravelmente. Geazi importou-se mais com aquilo que é periférico e deixou de valorizar o que é importante. Este homem é um exemplo para não ser seguido. Este mau servo deixou de ser dependente do seu senhor e desenvolveu atitudes de orgulho. Este foi o acto que tirou Lúcifer do céu.

VERSO ÁUREO: “Após o Senhor, vosso Deus, andareis, e a Ele temereis, e os Seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a Ele servireis, e a Ele vos achegareis.” Deut. 13:4

DOMINGO: TRABALHO DE SERVO. Qual era a diferença entre o servo e o escravo? O escravo era propriedade do seu senhor e podia ser vendido, e por isso trabalhava por obrigação. O servo era um administrador dos bens do seu dono, e trabalhava com alegria para atender os negócios da casa. A Bíblia traz o exemplo de alguns servos: a) O servo de Abraão que servia a casa do seu senhor “tinha o governo sobre tudo o que possuía.” Gén. 24:2. b) José foi o servo na casa de Potifar no Egipto. Ver Gén 39:4-6. c) O Espírito Santo é derramado sobre os servos de Deus. Ver. Actos 2:18. O servo é aquele que desenvolve uma atitude humilde diante das pessoas e tarefas a serem realizadas. Veja o maior exemplo de humildade: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens..” Fil. 2: 5-7. Outro lindo exemplo de Jesus foi quando Ele lavou os pés dos Seus discípulos e, com este acto, deixou-nos o exemplo de humildade. Ver João 13:1-17. Se Geazi tivesse sido humilde, e simples como foi Eliseu, talvez fosse escolhido para ser o próximo profeta. Mas do modo como ele construiu a sua vida, Deus não poderia escolhê-lo. Geazi era ambicioso, sedento por prestígio e por posses. Geazi estava totalmente desqualificado para exercer qualquer cargo na igreja caso vivesse em nossos dias. Pois para servir Deus é necessário preencher as qualidades espirituais necessárias relatadas em I Timoteo capítulo 3.

SEGUNDA-FEIRA: APRENDIZAGEM EM PRIMEIRA MÃO. Geazi teve uma participação muito linda no ministério de Eliseu. Ele viu um milagre acontecer na vida da Sunamita. Eliseu, ao exercer o seu ministério, sempre passava por Suném, e levava consigo o seu servo Geazi. Após a Sunamita já ter a confiança de Elizeu, e este dela, e do seu marido; Eliseu recebia um quarto para dormir e alimentos para comer, sempre quando passava por lá. Um certo dia Eliseu pediu para Geazi chamar a mulher para ir até o seu aposento. Elizeu mencionou que dali há um ano ela teria um filho. Ela ficou admirada porque o seu marido já era idoso. “E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, no tal tempo determinado, segundo o tempo da vida que Eliseu lhe dissera.” II Reis 4:17. E Geazi teve esta oportunidade de ver este milagre acontecer na vida da Sunamita e no ministério de Eliseu. Aqui vemos Eliseu envolvendo Geazi. E ele portou-se à altura do esperado. Também o que Eliseu lhe pediu era pouca coisa, e não dá para avaliar o nível de sensibilidade desse servo. Mas na sucessão da história, aí sim, veremos um Geazi um tanto rústico, sem capacidade de empatia. Ele não conseguiu dar continuidade ao ministério que Deus lhe pedia e para o qual Deus o desejava preparar. Depois que a Sunamita foi procurar Eliseu porque o filho tinha adoecido e morrido, Geazi tentou afastar a mulher de Eliseu, não sentindo empatia pela mulher. “Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés, mas chegou Geazi para a retirar...” II Reis 4 27. A mulher revelou a morte do seu filho. Então Eliseu deu seu bordão a Geazi e o mandou até à casa da mulher para tocá-lo com o bordão no rosto. Assim ele ressuscitaria. Mas Geazi não conseguiu. Foi necessário Eliseu ir até lá e ressuscitar o menino. Ver II Reis 4:34 e 35.

TERÇA-FEIRA. UMA QUESTÃO DE FÉ. Quem são os personagens na história de hoje? As pessoas envolvidas são o rei de Israel, o profeta Eliseu, seu servo Geazi, Naamã, o capitão do rei da Síria, leproso, e uma menina israelita escrava desse capitão. Uma serva , filha de israelitas, levada cativa, tinha fé. A menina também era exemplo de boa serva de Deus, pois mesmo em cativeiro, quando as pessoas geralmente odeiam seus donos e procuram vingança, ela teve atitude benevolente com ele, e lhe falou sobre o profeta Eliseu, que o poderia curar. O rei da Síria enviou cartas ao Rei de Israel com presentes para que o Rei de Israel curasse o seu general, Naamã. O Rei de Israel ficou indignado com isso, mas logo Eliseu disse que resolveria o problema em nome de Deus. Após a cura de Naamã, ele ficou surpreso, e voltou ao profeta, para lhe agradecer. Ofereceu-lhe os presentes, mas o profeta não aceitou. Ver II Reis 5:1-19. Pessoas de Deus geralmente não necessitam de homenagens e recursos da Terra. Elas valorizam a ligação com Deus que é a sua força. Mas quando não temos essa força, então sim, faltando a fé, precisa-se de dinheiro, e sempre mais, e nunca é o suficiente. Foi o que aconteceu como servo Geazi que acompanhou todo esse episódio na vida do general Naamã. E em vez de realizar o ministério na força do Senhor, deixou ser levado pela ganância dos bens materiais.

QUARTA-FEIRA: A QUEDA DE GEAZI. Qual foi o motivo da queda de Geazi? Ele correu atrás de Naamã para reclamar os presentes que Eliseu havia recusado receber. Ver II Reis 5:20-27. Geazi ficou perplexo pelo facto de Eliseu não ter aceito o presente. Era muito ouro, prata e vestes finíssimas. O valor era muito alto. Muitos hoje estão trocando o céu por algo que perece, a semelhança de Geazi. A cura de Naamã ocorreu diante dos olhos de Geazi, mas ele não valorizou o aspecto espiritual, e sim o material. quando os homens foram embora, Geazi foi atrás. No caminho inventou uma mentira. Disse a Naamã que tinham vindo dois moços da região montanhosa de Efraim. Portanto, Eliseu teria pedido a Naamã uma veste para cada um deles e um talento de prata a cada um. A mentira foi bem detalhada, para que parecesse verdadeira. Ver II Reis 5.22 e 23. O que fez Geazi como os presentes ao chegar em casa? “Ao aproximar-se Geazi da casa de Eliseu, despediu os servos, e escondeu a prata e os vestidos. Isto feito, "entrou, e pôs-se diante de seu senhor"; e, para abrigar-se de censura, proferiu segunda mentira. Em resposta à indagação do profeta: "Donde vens, Geazi?" ele respondeu: "Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte." Prof e Reis 251. O que falou Eliseu para Geazi? "Porventura não foi contigo o meu coração quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata, e para tomares vestidos, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois e servos e servas? Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como neve". II Reis 5:26 e 27. Geazi deu um péssimo testemunho para Naamã e para os gentios. Ele perdeu a oportunidade de exercer uma influência positiva e de apoiar o ministério de Eliseu. Eliseu disse que Geazi receberia a lepra de Naamã.

QUINTA-FEIRA: VIVENDO DO PASSADO. Quando Geazi entra na história e em que contexto? Mais tarde veio outra seca sobre Israel. Dessa vez foram sete anos. E Eliseu falou para a mulher Sunamita que, com seu filho, fosse morar em outro lugar por esse tempo. Não há mais referência ao marido, pois quando teve o filho ele já era velho. Depois da seca, ela voltou e encontrou a sua propriedade tomada por outras pessoas. E agora, o que fazer? Foi ao rei pedir socorro. Afinal, quem iria se importar com uma viúva? Naqueles tempos havia, como hoje, muita crueldade com as mulheres. Geazi entrou nessa história. Geazi estava no lugar certo e na hora certa. Ele fez referência à viúva e de quando Elizeu ressuscitou o seu filho. Geazi, não estava mais com Eliseu. Andava lá no palácio real. Não se sabe por que razão, nem o estado de sua doença. É bem curioso que estivesse no palácio. Pode ser que fosse pelo seu passado junto ao profeta, nisso ele adquiriu fama e importância, ao menos do ponto de vista dos homens. Muito provavelmente Geazi usou a influência do profeta Eliseu para viver de favores dos homens. Deus utilizou Geazi, para restituir à Sunamita suas terras, pois o seu testemunho muito influenciou o rei. O nosso passado quando é dirigido por Deus pode nos ajudar poderosamente no presente e no futuro. Geazi não aproveitou as oportunidades que Deus lhe deu para melhorar sua vida espiritual e ainda deu um péssimo testemunho para Naamã e outras pessoas. Devemos orar cada dia para não perder de vista à comunhão com Deus, pois, se isso acontecer, os pecados serão tão abertos como os de Geazi.

Bom estudo.

Luís Carlos Fonseca

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É Natal


Em João 3:16 encontramos este lindo texto: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu filho unigénito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça mas tenha a vida eterna.”

O que tem que ver João 3:16 com o Natal?

Natal, para a cultura dos nossos dias, é tempo de presentes, e não existe maior presente que o próprio Senhor Jesus Cristo.

A Causa do Presente

“Deus amou ao mundo de tal maneira”. Esta é a grande causa de tudo o que existe. O ser humano foi criado por amor.

Infelizmente o homem usou mal a liberdade conferida por Deus e arruinou sua própria existência.

Quando o homem caiu, Deus poderia simplesmente ter esquecido a raça humana, mas não o fez. Seu amor falou mais alto. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigénito.”

Esse amor é indescritível. Existe um hino que diz que se pudéssemos usar todas as folhas do mundo como papel, e cada ser humano como escritor, e toda água do mar como tinta, não seriam suficientes para escrever acerca do amor de Deus.

Acho que quem ainda não é pai, não tem condições de compreender este amor. Tenho visto pais sacrificarem a vida pelos filhos, porque são a coisa mais valiosa para eles.

Mas o texto bíblico afirma que Deus é o pai por excelência. O exemplo e inspiração de todos os pais, entregou a vida do seu próprio filho por amor ao ser humano.

Talvez as coisas não andem bem e você sente como que Deus o abandonou. De repente este Natal está sendo pra você o mais triste de todos. Há uma ferida interior que o incomoda. Pois bem! Pare um pouco para meditar no amor de Deus. Ele não teria sacrificado a vida de Seu próprio filho, se você não valesse tanto.

Não permita que as adversidades deste mundo o impeçam de ver o quanto você é importante para Deus.

Nem Todos Querem o Presente

O Pai deu o Filho para que todo aquele que nEle crê, não se perca, mas tenha a vida eterna. Isso quer dizer: embora Cristo morreu na cruz por todos, nem todos aproveitarão o sacrifício de Cristo. É preciso crer.

Crer não é somente aceitar um corpo de doutrinas, também não significa simplesmente acreditar numa pessoa. O crer, ao qual Jesus se refere, é um crer que leva você a acção. Marcos 16:16 confirma ao dizer: “o que crer e for baptizado, este será salvo”.

Na cruz Jesus ofereceu-Se a Si mesmo como o maior presente do Pai para você. Mas este presente fica sem muito valor se você além de crer, não der o grande passo do baptismo. É você alguém que neste ano começou a estudar a Bíblia? A minha pergunta para você é: Está pronto para dar o maior passo de sua vida e descer às águas do baptismo?

O fim do ano está chegando. Por que adiar? Por que não ingressar no novo ano com uma nova experiência Por que não oferecer também a Deus, que o amou tanto, um presente de amor que é o seu próprio coração?

O Propósito Deste Amor

Voltemos ao texto de hoje: “para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Este é o grande propósito do amor de Deus: salvar.

Este deveria ser também o grande propósito da Sua igreja hoje. A igreja é uma espécie de hospital onde a doença terrível do pecado tem que ser curada. A igreja precisa viver direccionando todas as suas actividades para salvar.

A tendência muito humana é esquecer porque Jesus estabeleceu Sua igreja na terra e começar apenas a sobreviver, como se o nosso destino eterno estivesse neste mundo.

Quando a igreja se transforma numa espécie de clube religioso onde as pessoas se encontram uma ou duas vezes por semana para simplesmente cantar, orar e estudar a Bíblia, ela estará entrando na areia movediça do conformismo e da mediocridade.

Perca a igreja o seu principal propósito e terá perdido também a sua razão de existência. A pergunta então é: Quanto das actividades dessa igreja estão orientadas para cumprir a missão evangelizadora? Quanto tempo das comissões é dedicado para analisar e avaliar o programa de evangelismo da igreja?

O Propósito Deste Amor

Que tal abrirmos o coração a Jesus hoje? Que tal se dizermos ao Pai: “Senhor, nunca poderei entender porque me amaste ao ponto de entregar a vida de Teu Filho, mas Te agradeço por isso.”

Qual o maior presente que você poderia oferecer neste natal? Lembre-se, dar e receber presentes neste dia é assunto da cultura moderna, mas que tal aproveitar a oportunidade para oferecer algo a Deus? O que poderíamos dar-Lhe que O deixasse feliz? Ele mesmo responde: “Dá-Me filho Meu o teu coração.”

Este coração humano cheio de complexos, traumas e sentimentos egoístas! Quem poderia se interessar por um presente como este? Mas Jesus repete: “Dá-Me filho Meu o teu coração”, porque Ele sabe que se o nosso coração for dEle, também o corpo e a vida o serão.

Aí onde você está, abra seu coração a Jesus. Aí onde você se encontra, dê a Ele a oportunidade de fazer por você o que você não tem forças para fazer. Não saia daqui sem ter a certeza de que seu coração é de Jesus. Acredite nisto e parta para acção.

Você gostaria de oferecer a Jesus o seu presente de amor? Entregue sua vida à Jesus

Pr. Alejandro Bullón

Revista do Ancião - out-dez 2001

Feliz Natal!

Adaptado por Luís Carlos Fonseca

sábado, 4 de dezembro de 2010

RESUMO DA LIÇÃO 11 – A VIÚVA DE SAREPTA: UM SALTO DE FÉ.

Qual é o nome desta viúva? Mais uma vez vamos estudar sobre uma pessoa que não nos é dito o seu nome. Isso mostra que Deus estava preocupado em mostrar-nos as atitudes de fé e confiança desta mulher, mais do que qualquer coisa. Naqueles dias, ser viúva era viver no abandono, no anonimato e no desprezo. Se tivesse filhos, poderia ter certa esperança de segurança. Mas se não os tivesse, uma vida de amargura era esperada. No caso estudado, a Bíblia menciona que a viúva tinha um filho. Pela descrição, tudo indica que fosse talvez um juvenil. Onde ficava Sarepta? Sarepta ficava na Fenícia, próximo de Tiro e Sidon. Hoje, Sarafand ocupa o local da antiga Sarepta, que fica no litoral do mar mediterrâneo. Era uma terra pagã, e Elias foi enviado por Deus para fazer uma visita àquela terra. Jesus esteve nesta terra também. É-nos dito que Ele curou a filha com demónios, de uma senhora que habitava na Fenícia. Ver em Mateus 15. Aquela viúva saiu naquela manhã para recolher alguma lenha para assar o último pão e depois, aguardar a morte. Imagine a pobreza daquele lugar!

VERSO ÁUREO: “Tendo por certo isso mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” Filipenses 1:6

DOMINGO: ATÉ SAREPTA. Que motivo principal levou Elias àquela região? Foi a idolatria daquele povo. O grande profeta de Deus, Elias, foi levado até lá para combater a idolatria daquele povo, pois a nação de Israel tinha, praticamente se convertido ao paganismo. O culto à Baal tinha se tornado na religião oficial do estado. Deus nunca deixa Seus filhos à mercê da escuridão espiritual. Sua luz sempre brilha para clarear a vida dos Seus filhinhos. O povo adorava o deus da tempestade, da chuva, do vento e da natureza: Baal; e não adorava o Deus criador. Por que Deus deu ordens para não chover? Elias saiu de onde estava, junto ao ribeiro de Querite, e foi até Sarepta com a mensagem de Deus. Ver I Reis 17: 1-9. baal era uma importante divindade do povo da região da Fenícia. Mas, como Jezabel era pagã, e desta região, depois de ter se casado com Acabe, importou o culto à baal para Israel. Então Deus usou o profeta para dar uma mensagem clara à Acabe. A mensagem era de que não choveria por certo tempo para provar que quem está no controle de tudo é o Senhor Jeová, o criador de todas as coisas. A seca não ocorreu só na terra de Israel, também se estendeu a outros lugares, inclusive na Fenícia, lugar onde dominava o falso deus baal. Ele nada pôde fazer para reverter a situação.

SEGUNDA-FEIRA: UM INSTRUMENTO INCOMUM. Qual foi este instrumento? Foi a fé que a viúva teve em um profeta do Senhor. Aquela mulher não vivia nem em Israel, e nem em Judá. Ela não estava acostumada em lidar com um profeta de Deus. Ao Elias aparecer diante dela, e pedir água, nada desconfiou de ser ele profeta. Ao Elias pedir pão, também não percebeu que tinha chegado o dia de Deus atender os pedidos dela, pois do modo como falou, procurava defender sua última refeição. Mas quando o profeta explicou-lhe que não temesse, que fizesse primeiro pão para ele, e que depois fizesse outro pão para ela e seu filho, e que a farinha e o azeite não terminariam, ela exerceu fé e procedeu segundo essa palavra. Ela percebeu em Elias alguém diferente e creu em sua palavra. Veja a expressão de fé desta mulher: “Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo temos, senão somente um punhado de farinha...” I Reis 17: 12. O que os outros estão vendo em nós? Mood certa vez disse: “uma vida vale mais do que 10 mil palavras." Somos o sal da terra e a luz do mundo para atrair e conservar pessoas para o reino dos céus. Qual foi o resultado da fé daquela mulher? A mulher acreditou; e como resultado, viveram ela, seu filho e Elias. Viveram como resultado da fé. Cada dia que passa estamos mais próximos da volta de Jesus. Nestes dias precisamos aprender a viver pela fé também. Para aqueles que estiverem vivos quando Jesus voltar, passarão pelas mais duras provas; como a perseguição e as pragas. Serão momentos difíceis onde a fé será o ingrediente necessário.

TERÇA-FEIRA: ENTREGA TOTAL. Por que Elias não solicitou alimentos para uma família em melhores condições? Elias é colocado aqui para representar Deus, e a viúva para fazer a vez dos filhos de Deus em situação miserável, relacionada ao meio de pecados em que vivemos. Entre o que Elias propôs e a realidade dessa proposta, a única fronteira, foi a fé desta nobre mulher. Elias disse à viúva que fizesse primeiro um pão para ele, e depois para ela e seu filho, e assim, a farinha e o azeite só terminariam quando a seca passasse. Era disso que a mulher precisava, e aí estava a solução do seu problema. Mas, era necessário crer. Aqui a mulher é chamada para oferecer tudo o que ela possuía: um pouco de farinha e azeite. Era tudo o que ela possuía. Para salvar o mundo, Deus enviou o seu filho amado para para morrer pela humanidade. Deu o que de mais precioso possuía. A Mulher teve fé para oferecer o resto do que possuía. Que lições de Mordomia Cristã aprendemos aqui? que devemos oferecer tudo o que possuímos à Deus: Em primeiro lugar devemos entregar nossa vida a Deus, depois: Nossos talentos, nossa saúde, nosso tempo e os nossos recursos financeiros como os dízimos e as ofertas. A viúva pobre também depositou, no cesto das ofertas, tudo o que possuía. Abraão também desejou oferecer o seu filho Isaque à Deus, conforme está em Génesis 22.

QUARTA-FEIRA: A MEMÓRIA DOS MEUS PECADOS. A lei do carma está presente em várias culturas e mentalidades. Esta lei é a lei da ação e da reação. Ela diz: Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário. Se pratiquei o mal, então receberei de volta um mal em intensidade equivalente ao mal que pratiquei. Esta lei surgiu na mente das religiões orientais como: O budismo, hinduísmo e jainismo, e mais recentemente foi adaptado pelo espiritismo. O cristianismo não aceita esta lei. A lei do Cristianismo é o perdão, proveniente de um Deus que ama. Quem ama não castiga. O castigo de Deus será apenas no juízo final. Esta mulher deixou bem claro que pensava desta maneira. Ela disse: “Que tenho eu contigo homem de Deus? Vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniquidade, e matares o meu filho?” I Reis 17:18. Frequentemente bons cristãos interrogam-se, por que as coisas não correrem bem na vida. O que foi que eu fiz para que meu filho ficasse doente? Que pecado motivou esta calamidade na minha vida? É muito difícil explicar as tragédias que acontecem na vida humana. Muito cuidado devemos ter, ao consolar uma pessoa que sofre. E muita paciência devemos desenvolver, quando estivermos na fornalha das provações. Quanto mais próximos de Deus nos encontramos, mais nossos pecados são revelados, então quando acontece algo de errado nossa tendência natural é a de culparmos a Deus. As vezes fazemos isso de forma inconsciente.Ver Jó 42: 5 e 6.

QUINTA-FEIRA. PÔR A FÉ À PROVA. Quem teve mais fé, Elias ou a viúva? Imagine o conflito que Elias passou com a morte daquele moço! Os profetas também demonstravam dúvidas quanto ao cumprimento das palavras do Senhor. A sua oração refletia um pouco de falta de fé. Aumentar o azeite e a farinha era pouco em relação a ressurreição do moço. Deus sempre nos surpreende com a Sua maneira grandiosa de nos impressionar. Nosso crescimento na fé e na utilidade depende em grande parte, da abertura que damos para Deus atuar em nosso favor. Elias também demonstrou um pouco de falta de fé quando clamou a Deus e disse: “Ó Senhor meu Deus, também até a esta viúva, com quem eu moro, afligiste, matando-lhe seu filhos.” I Reis 17:20. Havia desespero naquela casa. Lá em cima estava Elias cobrando de Deus, e cá em baixo, a mulher estava desesperada com a morte do seu único filho. Após Elias orar, e colocar-se sobre o corpo do rapaz por três vezes, o menino reviveu. Além de ser ressuscitado e alegrar a todos, o menino não estava mais doente. Ficou totalmente restabelecido. Quando Deus cura é para valer. Sua cura é completa e definitiva.

Lições a tirar deste estudo: 1) Deus não está limitado por geografia. Elias atravessou a fronteira por ordem divina. 2) Deus não está limitado por preconceitos humanos. Ele ama a todos. 3) Nem mesmo a morte pode interferir nos propósitos de Deus. 4) Devemos disponibilizar nossos recursos para abrigar os servos de Deus e manter o ministério. 5) O profeta de Deus teve alimento durante o tempo da seca I Rs 17:16. 6) A vida da viúva e de seu filho foi preservada I Rs 17:16. 8) Viram o milagre da ressurreição no moço. I Rs 17:23.

Um forte abraço,

Bom estudo.

Luís Carlos Fonseca