quarta-feira, 6 de outubro de 2010

QUANDO JESUS SOFRE


Nosso Senhor sofreu e sofre em pelo menos 5 situações:

1) Ele sofreu muito quando os Judeus O rejeitaram; e como consequência, Jerusalém que era o símbolo da actuação de Deus, do povo escolhido, foi destruída. É dito que Jesus Chorou: “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou.” Lucas 19: 41. Jerusalém foi destruída no ano 70 d.C. Hoje, quando Seus filhos O rejeitam, Ele também sofre.

2) Jesus sofre com a morte. Quando Lázaro faleceu Jesus também chorou. Lemos assim em João 11:35. “Jesus Chorou.” A morte não fazia parte dos planos de Deus. Ele sofre quando um pássaro morre. Ele chora quando alguém, criado à Sua imagem e semelhança, é sepultado. O homem foi criado para a imortalidade. O filho de Deus salvo, é imortal. A morte é apenas um hiato, um breve sono. O filho de Deus ressurgirá para a eternidade, após a ressurreição.

3) Jesus sofreu quando morreu por você. Ele sentiu-Se abandonado pelo próprio Pai. Ele disse: “Deus Meu, Deus Meu porque Me abandonaste? Mateus 27.46. É bom reflectirmos sobre o grande amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

4) Jesus sofre quando não confiamos nas suas promessas e cometemos pecados. Deus espera dos Seus filhos salvos uma vida de santidade, e de não conformidade com as coisas deste mundo. Lemos assim em II Cor. 5:15: “Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. Deus apela-nos para a santidade: "Sede santos porque eu sou santo" I Pedro 1:16

5) Jesus sofre porque está com saudades dos Seus filhos. Quem muito ama muito sofre. Jesus é a fonte do amor.Nosso planeta é o único mundo que foi maculado pelo pecado. Deus irá harmonizar o universo por ocasião da Sua segunda volta. Em João 17.24 encontramos essa expressão de saudades de Jesus: “Pai, a minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo aqueles que Me deste, para que vejam a Minha glória que me deste, porque Me amaste antes da fundação do mundo.”

Aliviemos a dor e sofrimento de Jesus amando-O e obedecendo-O.

Luís Carlos Fonseca

terça-feira, 5 de outubro de 2010

RESUMO DA LIÇÃO 2 – CALEBE VIVENDO NA ESPERA


INTRODUÇÃO: Pouco se sabe a respeito da vida de Calebe. Temos poucas referências bíblicas que falam a seu respeito ; no entanto a história de Calebe é muito bonita e está recheada de acontecimentos fantásticos. Ele viveu no Egipto como escravo, atravessou o mar vermelho, acompanhou a trajectória do povo no deserto, foi expiar a terra da promessa e finalmente ajudou na conquista da terra prometida. Ele aparece nos bastidores, mas nos deixa um legado espiritual maravilhoso.

QUALIDADES DE CALEBE:

Homem decidido e valente. Diante dos desafios de enfrentar os gigantes, Calebe não se intimidou, embora já estivesse com idade avançada Js 14:12.

Homem de fé perseverante, Calebe nunca se abateu diante do desafio de esperar por mais quarenta anos até receber a herança prometida por Deus. Quando Deus determinou que nenhum dos rebeldes entraria em Canaã, Ele disse a respeito de Calebe: “…Porém, meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-Me, Eu o farei entrar na terra que espiou…”Nm 14:24.

Homem abnegado. Quando Deus determinou que os israelitas deveriam voltar ao deserto e vaguear por quarenta anos, Ellen White diz que Calebe, ‘sem murmurar, aceitou a decisão divina’ (Patriarcas e Profetas, p. 392). Embora não tivesse culpa nenhuma, teve que passar seus melhores anos vagando pelo deserto com os israelitas, sem reclamar. Ele não se rebelou contra Deus e nem contra a organização existente, tentando levantar um novo movimento, uma vez que o atual parecia apostatado.

Homem abnegado e generoso. Calebe mostrou espírito generoso em todos os seus atos. Diante do pedido da filha para que lhe desse uma boa terra, ele o fez, superando as expectativas e os costumes culturais Js 15:19.

DOMINGO: OS FACTOS Quais eram os factos? O significado do nome Calebe é: “Aquele que permanece” Os factos eram a realidade dos gigantes, muros altos, cidades fortificadas, as frutas graúdas, mas os factos eram também que Calebe era um homem de fé, e após expiar a terra fez uma declaração maravilhosa de fé: está em números capítulo 13:30. “Então fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” O povo ficou desanimado diante de tamanha descrição e diz a bíblia que o povo chorou de medo: Ver números 14:1

SEGUNDA-FEIRA : MANTER-SE INABALÁVEL QUANDO É PRECISO – A pressão do grupo é algo que pode abalar qualquer convicção. Calebe deve ter ficado desapontado com a reacção negativa do povo em vista do seu relatório da terra prometida. Na visão de Calebe a conquista era certa, e ele não deixou se abater com a falta de fé do povo. O povo dizia: “levantemos um capitão e voltemos ao Egipto.” Num 14:4 Calebe e Josué rasgaram as veste e voltaram a apelar ao povo para ter fé. Ver Núm. 14:7-9. Quantos filhos de Deus tem probelmas para serem resolvidos e ficam adiando. Um problema adiado é um problema aumentado. A frase mais espectacular proferida 45 anos mais tarde por este ancião de 85 anos foi: “Meus irmãos que subiram comigo desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o Senhor meu Deus. ”Js 14:8. Que lindo!!

TERÇA-FEIRA: RECLAMANDO AS PROMESSAS DE DEUS. Quais foram as promessas de Deus? Tratava-se da divisão da terra para as tribos. Mas Deus havia prometido para Calebe uma porção de terra também, e ele apenas a reclamou. Ele pediu a região mais difícil de ser conquistada, por ser habitada por gigantes. Aparentemente, isso era um pedido egoísta. Mas, tendo o quadro geral da vida deste homem em mente, percebemos que ele era abnegado. Portanto, seu pedido era um gesto de abnegação pelos seguintes motivos: a) Calebe já era um homem de 85 anos. Ele havia vivido cerca de 45 anos vagueando pelo deserto sem ter culpa de nada e sem se queixar. O egoísta está sempre querendo o melhor para si. E se não consegue, reclama de tudo e de todos. Veja o que alguém afirmou: “Um homem não deixa de ser guerreiro quando envelhece, mas quando perde os sonhos e a visão”

b) Calebe pediu o mais difícil. Ele sabia que um homem de sua idade não conseguiria vencer os gigantes numa guerra. Isso somente seria possível se fosse um milagre divino. Quarenta e cinco anos atrás, naquele dia fatídico ele disse: “Se o Senhor Se agradar de nós, Ele nos dará a terra…” Nm 14:8. Ele desejava inspirar fé na geração actual e mostrar que seus pais poderiam ter tomado posse da terra prometida, se confiassem no Poder de Deus e tivessem avançado pela fé.

3) Calebe revelou, em seu inusitado pedido, que estava preocupado com o bem estar dos outros, como sempre estivera. Lembre-se que ele poderia ter dito a Deus, 45 anos antes, mais ou menos assim: “Senhor, é justo que esse povo morra aqui e não entre na terra prometida. Mas eu? Eu não fiz nada de errado. Eu atendi Tua voz, dei o relatório fidedigno, não sou rebelde. Então, Senhor, não aceito voltar com eles para o deserto. Desejo prosseguir, ajuda-me nisso, por favor. Calebe considerou seu dever criar um ambiente para que essa geração desse os primeiros passos de fé. Isso é abnegação partilhada.

QUARTA-FEIRA: A TRANSMISSÃO DO LEGADO. Qual foi o legado? Foi a herança que Calebe passou para a outra geração. Herança material e espiritual. Nos tempos bíblicos, os pais deveriam se preocupar com a herança que era deixada aos filhos homens, porque estes perpetuariam o nome e os bens dos pais. No caso das filhas, elas tinham herança embutida na do marido. Mas, no caso de Calebe, ele deu uma herança à sua filha Jz 1: 14, 15 “Embora Acsa fosse sua filha, qualquer porção de terra que ela recebesse deixaria efectivamente de pertencer à família imediata de Calebe e se tornaria parte da propriedade de seu marido.” O autor da lição completa: “O surpreendente é que Calebe não só lhe deu o campo, mas também deu as fontes de água. E não só uma fonte de água mas tanto as fontes superiores como as inferiores” Ver Juízes 1:14 e 15 Pedir as montanhas onde habitavam os gigantes também foi uma atitude de altruísmo e não de egoísmo. O desafio que Calebe colocou para alguém casar com sua filha era para conquistar a cidade. Aquele que conquistasse a cidade se tornaria seu genro. E Otniel, seu sobrinho conseguiu. E futuramente se tornou no primeiro juiz e libertador de Israel. Ver juízes 3:7-11. Quem se dedica à Deus recebe Suas bênçãos.

QUINTA-FEIRA: DAR LIBERALMENTE. Calebe como vimos na lição de ontem, foi liberal e doou para sua filha além das terras, as fontes das águas. Com a idade de Calebe, ele deveria estar a pensar mais em si do que na filha. A generosidade opera nos dois sentidos. Provérbios 11:2 diz : Uma pessoa generosa prosperará, e quem largamente der, largamente receberá.” Só podemos dar aquilo que temos. Só consegue conceder o perdão ao seu próximo aquele que já o recebeu de Deus. Calebe demonstrou uma generosidade que superou em muito as normas sociais daquele tempo. Em que nível espiritual estamos? Que Deus nos ajude a intensificarmos a visão espiritual para honrarmos a Deus.

Bom estudo.

Luís Carlos Fonseca

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Resumo da Lição 1 – História e histórias



OBJETIVO DESTE ESTUDO – Mostrar que, por trás dos fatos históricos, Deus está dirigindo os acontecimentos.


VERDADE CENTRAL – Deus é o dono da história.


INTRODUÇÃO – O VALOR DAS HISTÓRIAS
a) Uma nova série de lições está diante de nós. Alguém poderá perguntar: Por que estudar histórias, algumas de personagens até pouco conhecidos? Neste trimestre, estudaremos a vida de pessoas que não foram estrelas em seus dias. Foram pessoas que trabalharam para Deus nos bastidores, mas nos legaram preciosas lições que, se seguidas, nos ajudarão em nossa caminhada cristã. Passado o período da era moderna, onde o científico tomou o lugar das histórias, chegamos à era pós-moderna, quando as histórias são valorizadas novamente.
Uma pergunta que poderá vir à sua mente enquanto estuda estas lições poderá ser: Por que a história de algumas nações são mencionadas nos relatos bíblicos e outras, não? Por que algumas pessoas são mencionadas e outras não? A resposta é: Deus é o dono da história e todos os acontecimentos, quer de nações ou de indivíduos são registrados na história bíblica porque cumpriram algo determinado por Deus no desenrolar de Seu grande plano – a salvação da humanidade.


Isso mostra que é Deus quem dirige a história, e não os homens. Ellen White nos ajuda com este pensamento ao dizer: “Nos anais da história humana, o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade” (Educação, p. 173).


b) Algumas respostas para seus alunos, por que estamos estudando a história e as histórias seriam:
1- Mostrar que é Deus quem dirige a história.
2- A verdadeira filosofia da história é encontrada na Palavra de Deus.
3- Cada pessoa e cada reino tem um lugar designado por Deus na história.
4- Cada um é responsável pela sua própria história.
5- Nada acontece por acaso no plano divino.


Obs. Leia as cinco declarações acima e pergunte se seus alunos têm sentido isso na vida da Igreja e em sua vida particular.

I – PESSOAS E ENREDOS
O autor das lições deste trimestre define enredo como uma sucessão de eventos que leva a uma conclusão. Em nosso estudo, analisaremos o enredo das histórias com seus personagens que aparecem na Bíblia como parte do plano de Deus – a salvação da humanidade. Nos acontecimentos naturais, como terremotos, maremotos, vendavais, tsunamis, etc, há o registro dos acontecimentos, há um enredo, mas, não havendo personagens, não serão analisados neste estudo. No pensamento escatológico adventista, há duas dimensões em cada fato histórico. A dimensão humana e a divina.


No livro Educação, há um belo comentário sobre a visão de Ezequiel capítulo primeiro. Ali aparecem rodas se movendo de maneira aparentemente muito complicada, querubins que se movem, criaturas viventes, etc. O enredo parece muito confuso. Entretanto, Ellen White diz que tudo se movia em perfeita harmonia, porque acima de toda aparente confusão estava o Eterno (Educação, p. 177, 178).

Em cada uma das histórias analisadas neste estudo, destacamos os seguintes pontos:


1- O enredo tem duas dimensões – A humana e a divina.
2- Deus está sempre ativo no desenrolar da história.
3- Os personagens analisados fazem parte do enredo.
4- Algumas informações dos personagens são muito concisas e resumidas, mas suficientes para entendermos o papel que o personagem desempenhou.
5- No juízo final, cada personagem terá oportunidade de ver o papel que desempenhou como parte da História.


Comentando os momentos finais da história da humanidade, antes da destruição final dos ímpios e Satanás, Ellen White descreve o momento em que as últimas cenas da vida de cada um são apresentadas diante do Universo. Os que participaram da morte de Cristo, os perseguidores, os malvados e os ímpios veem pela última vez sua história repassada diante dos olhos. “Cada ator relembra a parte que desempenhou”, afirma Ellen White (O Grande Conflito, p. 667).


Obs. Pergunte aos seus alunos: Olhando para sua vida até hoje, como tem sido sua atuação como ator nesse drama da história?

II – CENÁRIO
Neste estudo, além do enredo, analisaremos o cenário. Cenário é o ambiente com todos os detalhes em que ocorre a história, incluindo os personagens. A atitude das pessoas, vista num cenário adequado, nos ajuda a compreender melhor o que aconteceu. Falando da história secular, os escritores SEMPRE deixaram lacunas. Às vezes, nos privam de fatos muito importantes, que aos olhos do autor não eram relevantes. Entretanto, no futuro, esses fatos omitidos deixaram as histórias incompletas.


No caso do narrador bíblico, isso não aconteceu. “Por que não, os autores foram COMPLETOS em suas narrativas?” você perguntará.

Resposta: Eles não foram COMPLETOS quanto aos fatos. Mas, como foram orientados pelo Espírito Santo, narraram somente o que era necessário para que compreendêssemos o plano geral de Deus para nossa vida. As partes relevantes foram narradas, por isso, estão fielmente registradas. Veja alguns cenários com seus personagens e tente extrair lições para sua vida.


1- O cenário da caverna em que Davi encontrou Saul e poderia tê-lo matado, mas não o fez (1Sm 24:1-6).
2- O cenário de José sendo assediado pela patroa e não cedendo à tentação (Gn 39:6-12).
3- O cenário de Boaz à porta da cidade legalizando seu direito de cuidar de Rute (Rt 1: 1, 2).

O que o cenário nos proporciona?
1- O cenário nos ajuda a entender melhor a atuação de cada ator no desenrolar da história.
2- O cenário pode nos situar no tempo em que o fato aconteceu. A arqueologia tem desvendado mistérios que até então lançavam dúvidas sobre alguns relatos bíblicos, hoje comprovados pelo cenário que foi desenterrado.
3- O cenário pode nos levar a racionalizar sobre nossas atitudes. Davi poderia ter matado Saul e se desculpar porque estava acuado e pressionado por seus homens. Mas não o fez. José poderia ter racionalizado dizendo que, por ser subordinado, tinha que atender à sua patroa. Mas não o fez.
4- O cenário pode nos ajudar a compreender melhor o caráter dos personagens (Dê exemplos de situações em que tudo era desfavorável, mas eles se mantiveram fiéis).


Obs. Comente com seus alunos sobre situações em que fracassamos, pondo a culpa no cenário.

III – ESCREVENDO MINHA HISTÓRIA
Alguém sentenciou: “Cada um escreve sua própria história.” Eis aí uma grande verdade. Nesta primeira lição, uma base é lançada como pano de fundo para que possamos compreender melhor as lições e os personagens subsequentes. Moisés havia morrido, e agor,a Josué assumia o comando do povo escolhido de Deus. O primeiro desafio era cruzar o maior obstáculo físico – o rio Jordão. Como fazê-lo? Era o desafio. Essa geração conhecia apenas a história da passagem do mar Vermelho. Não tinha vivido aquela experiência. Por isso, Deus secou o Jordão para lhes mostrar que o Deus que secara o mar Vermelho havia quarenta anos ainda era o mesmo Deus.


Enquanto Josué viveu, o povo se ocupou em colonizar a terra e expulsar os cananeus. Após a morte de Josué, o povo se acomodou, e o restante dos habitantes da terra continuou a conviver lado a lado com eles. Mais adiante, os cananeus seriam uma pedra no sapato dos israelitas pelo resto da vida. Não tendo mais a figura de Josué como líder forte, as tribos não tinham mais um comando centralizado, e a história bíblica relata que “cada um fazia o que achava mais reto. (Jz 21:25).


Vamos analisar daqui para a frente a história de Israel, embora esta tenha se iniciado com a migração dos patriarcas hebreus da Mesopotâmia para a Palestina (John Bright, História de Israel, p. 15.) A ocupação israelita da Palestina ficou concluída, e a confederação tribal formada, aproximadamente no final do século treze (Idem, p. 222). Esse período ficou conhecido como a idade das trevas.

Analisemos alguns pontos:


1- Pela situação geográfica da região, a unidade das tribos era muito difícil.
2- As guerras, a partir da morte de Josué, eram feitas mais em sentido de emergência – defesa do que de conquista.
3- Em algumas regiões, os israelitas se uniram aos povos da terra, absorvendo suas práticas religiosas e seus cultos.
4- Os israelitas aprofundaram a desunião nesse tempo por situações geográficas, distâncias e acomodação dos interesses individuais de cada tribo.
5- Perderam a visão do conjunto por se dedicarem aos interesses individuais.
6- A história desses cerca de 200 anos mostra que Israel sobreviveu graças à atuação divina em suscitar lideres carismáticos que se levantavam em defesa de todos.


Obs: Que lições podemos aprender da história de Israel nesse período, baseado nos seis itens mostrados acima?

IV – A FORÇA DA CULTURA
Em nosso estudo, chegamos à conclusão de que há dois tipos de cultura: a cultura do Céu e a cultura terrena. A cultura do Céu é comunicada a nós pela revelação divina. É ímpar, retilínea, consistente, apropriada a todos e aceita universalmente. A cultura terrena é multifacetada. Na verdade, são culturas diferentes e diversas. Tem origens em seus ancestrais, sofre mutações e adaptações, faz parte da vida de um povo e pode influenciar e ser influenciada por outras culturas.


Voltando aos israelitas, chegamos ao momento em que eles ainda não tinham uma cultura sólida na terra da Palestina. Estavam se acomodando a um novo estilo de vida, vivendo num ambiente novo e sendo influenciados pela cultura dos vizinhos. Esses tinham reis como líderes, e não tardou para que Israel pedisse a Deus um rei. Deus atendeu ao seu pedido. Entretanto, ao viver a nova experiência, tiveram muitas dificuldades e continuaram sendo influenciados pela cultura regida por uma monarquia. Vejamos alguns problemas que tiveram de enfrentar:


1- Salomão se adaptou à cultura religiosa de suas mulheres e passou a adotar a prática religiosa delas.
2- Os reis eram polígamos. Essa prática foi absorvida pelos reis de Israel (Davi, Salomão, etc.).
3- Jeroboão I adotou as práticas culturais do culto cananita, construindo dois lugares para adoração (Betel e Dã), em oposição à adoração centralizada em Jerusalém e ministrada pelos sacerdotes escolhidos por Deus.
4- Nos cerca de duzentos anos seguintes, a nação de Deus estava tão distante da cultura do Céu e tão adaptada às culturas terrenas que a Assíria invadiu Israel em 722 a.C. e o levou para o cativeiro, e Babilônia invadiu Judá entre 605 e 586 a.C. e a levou para o cativeiro babilônico. O povo de Deus como nação já dividida em duas sucumbiu totalmente.


Quais os princípios que devem nos reger em relação às culturas?
a) Os valores eternos não devem ser comprometidos para se acomodar às práticas culturais locais não aceitáveis.
b) Os cidadãos da cultura celestial não devem ser preconceituosos, desvalorizando os que não conhecem a cultura divina. Veja o exemplo de Pedro e Cornélio.
c) Devemos usar as práticas culturais compatíveis com a Bíblia para fazer a aproximação.
d) Devemos rejeitar as práticas culturais que se chocam com a cultura divina, expressa na revelação.


Obs. Como você avalia a atitude de Deus na história, ao trazer Seu povo de volta, depois de setenta anos de cativeiro e os restaurar novamente à sua terra?

CONCLUSÃO
O envolvimento ativo de ­Deus na história é um conceito muito importante nas Escrituras. Leia Daniel 2:21. Ellen White nos desafia a ter confiança na condução da história pela mão de Deus com as seguintes palavras, conhecidas pela maioria dos adventistas do sétimo dia: “Ao recapitular nossa história passada, havendo percorrido todos os passos de nosso progresso até o estado atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado. Somos agora um povo forte, se pusermos nossa confiança no Senhor; pois estamos lidando com as poderosas verdades da Palavra de Deus. Tudo temos a agradecer” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 162).

ITENS PARA DISCUSSÃO EM CLASSE COM SEUS ALUNOS:
1 - Sua história está sendo escrita. Com que você está se preocupando?
2 - Como as histórias podem ser ferramentas eficazes no ensino da verdade?
3 - Com que frequência você julgou alguém precipitadamente, antes de conhecer fatos importantes sobre a pessoa e suas circunstâncias?
4 - Com que frequência você foi julgado por pessoas que não conheciam todos os fatos a seu respeito?

Resumo preparado por: Pr. Ivanaudo Barbosa – Secretário da União Nordeste Brasileira

Bom Estudo.

Luís Carlos Fonseca