segunda-feira, 1 de julho de 2019

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 2 (3º trimestre 2019) PLANOS PARA UM MUNDO MELHOR


COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 2 (3º trimestre 2019) PLANOS PARA UM MUNDO MELHOR

VERSO ÁUREO: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.” Levítico 19:18

INTRODUÇÃO (sábado 6 de julho) - Nós somos o povo escolhido de Deus, desde antes da fundação do mundo. Você acredita nisso? Quando Paulo escreveu sua carta para a igreja em Éfeso, ele começou enfatizando que eles foram escolhidos por Deus, desde antes da fundação do mundo! Este é um trabalho e desenvolvimento que nós também somos chamados a participar. Este trabalho produzirá frutos em nossas vidas. Efésios 1: 1-15

Acreditar que somos escolhidos por Deus é uma parte importante da nossa fé; da mesma forma, que Deus que nos chamou também é poderoso para realizar a obra que começou em nós. Mas, antes de nós Deus teve um povo especial, o povo judeu, que  foi escolhido para fazer a diferença entre todos os outros povos. Os judeus foram o povo escolhido de Deus, de acordo com Deuteronômio 7:6, mas isso não salva automaticamente todos os judeus. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João 14:6. Esse ninguém inclui judeus e gentios. Para um judeu ser salvo, ele deve vir a Deus, o Pai, através da fé em Jesus, o Messias.

Existe uma grande diferença entre os judeus e os cristãos atuais. O conceito cristão de salvação do pecado não tem igual no Judaísmo. O Judaísmo não acredita que o homem, por sua natureza, seja mau ou pecador e, portanto, não ensina que o homem tenha necessidade de ser "salvo" de uma condenação eterna.

Já, para os cristãos há uma tremenda esperança em Cristo Jesus, uma nova e melhor esperança para nós que nascemos e fomos escravizados pelo nosso próprio pecado. O pecado que herdamos, que acompanhou a humanidade através das gerações, tem sido motivo de muita angústia e inimizade entre as pessoas.

Agora existe esperança de sair do pecado e entrar em uma vida de vitória sobre o pecado que antes estávamos presos. Podemos entrar numa vida completamente nova em que reagimos com as virtudes de Cristo, em vez de nossa vontade própria, e a inimizade a que ela nos conduz. Em vez de fazer exigências, podemos ser gratos; em vez de amaldiçoar, podemos abençoar. Amém?

Deus não pergunta sobre o nosso passado, sobre a nossa origem familiar ou sobre o que podemos realizar sozinhos. Ele nos chama para sermos discípulos de Jesus. Ele pode fazer um trabalho em discípulos, e esse trabalho começa quando passamos pela porta do discípulado, abandonando tudo o que é de nós mesmos e dando nosso coração e vida a Deus. Isto continua ao longo da nossa vida, se vivermos como Paulo escreve em Gálatas 2:20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Esta é uma vasta obra de Deus que entramos quando nos tornamos em  um sacrifício completo e não vivemos mais para nós mesmos.

Em Jesus não há distinção entre judeus e gentios, conforme Romanos 10:12. Sim, os judeus foram o povo escolhido de Deus, e através deles veio o Messias para abençoar todas as nações da terra. No entanto, é somente através de Jesus que os judeus ou qualquer outra pessoa podem encontrar o perdão de Deus. Amém?

DOMINGO (7 de julho) O DEUS QUE OUVEEstes são os textos principais para o estudo de hoje: “E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.” Êxodo 3:7.

“Vai, e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, me apareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado e visto o que vos é feito no Egito. Portanto eu disse: Far-vos-ei subir da aflição do Egito à terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, a uma terra que mana leite e mel.” Êxodo 3:16,17

A verdade é que o povo de Deus é "raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes Daquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz". Israel foi libertado do Egito para ser o povo da herança do Senhor, e nós fomos libertos do pecado para pregarmos o evangelho e apressarmos a volta de Cristo!

De acordo com a bíblia sagrada, Deus escolheu Moisés para ser seu instrumento neste processo de libertação do povo. Moisés era um hebreu que havia sido criado pela filha do Faraó, que o encontrou ainda bebê dentro de um cesto de juncos boiando num rio; ele era inteirado da cultura e linguagem egípcias e capaz de falar ao faraó em sua própria língua. Anos mais tarde, já casado, vivendo na terra de Midiã, o Senhor chamou Moisés durante uma tarde de trabalho no campo, falando-lhe por meio de uma sarça ardente.

O processo de retirada do povo israelita do Egito foi complicado, em vista da resistência do Faraó em autorizar a saída do povo. Um total de 10 pragas foram enviadas ao Egito para que o povo fosse libertado: as águas dos rios que se tornaram sangue, as rãs, piolhos, moscas, peste em animais, úlceras, chuva de pedras e fogo, gafanhotos, trevas durante 3 dias, até que culminou com a morte dos primogênitos de todas as famílias egípcias, incluindo os animais!

O ápice dessa trajetória ocorre diante do Mar Vermelho, quando Senhor falou com Moisés para tocar como cajado no mar e ele se abriu, para o povo passar, já que Faraó, mais uma vez, havia se arrependido e estava com seus soldados atrás, tentando alcança-los para fazê-los voltar escravizados. Deus ouviu o clamor do povo!

Esperar não é fácil, e ter paciência menos ainda. Mas temos que aprender a esperar, mesmo quando o nosso tempo parece ser distinto do tempo de Deus. E ele é mesmo. Deus não está limitado ao tempo do homem, apesar de conhecê-lo. O Senhor se move em uma dimensão de tempo que vai além de nossa compreensão.

Muitos cristãos viveram grandes milagres porque souberam esperar na providência de um Deus que nunca falha. A Bíblia mostra inúmeros casos dos que souberam e até dos que não souberam esperar.
“A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida.” Provérbios 13:12
À luz do texto bíblico podemos entender que o coração humano sofre com a demora e se angustia com a prolongação do tempo, esperando a realização de seus sonhos e as respostas para seus pedidos.

Mesmo quando tudo pareça distante, Deus está mais perto do que imaginamos. Para Ele o melhor tempo para abençoar-nos é o tempo que Ele preparou. O melhor fruto de uma árvore é aquele que é dado na estação própria. O povo de Israel foi liberto depois de anos de opressão. Cuidado com a prática de pecados voluntários. Pois o pecado nos prende como laço:  “Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.” Provérbios 5:22

Até que ponto acreditamos que Deus está presente em nossa vida, atende as nossas orações e supre as necessidades?

SEGUNDA-FEIRA (8 de julho) OS DEZ MANDAMENTOS - Qual é a essência da lei? É a entrega do próprio eu à essência dos ensinamentos de Jesus. Quando nos entregamos totalmente a Jesus Cristo, olhamos o próximo com olhos de amor. É esse o apelo que Jesus fez ao jovem judeu que se gabava de guardar a lei dos dez mandamentos. Ele guardava apenas no nível intelectual, mas não na prática. Quando foi desafiado a ajudar o próximo que necessita, ele foi embora triste porque era muito rico. Leia Mateus 22:37-40 para ver o resumo dos dez mandamentos.

Os dez mandamentos são o reflexo do caráter de Deus, e assim como Deus é eterno e perfeito, Seu caráter também é, e Seus mandamentos também o são; e como também desejamos ser eternos, devemos guardar a lei de Deus. Um Deus perfeito só pode continuar sendo perfeito se Ele nunca mudar em nada. Aqueles que dizem que a Lei foi alterada incorrem em pelo menos dois erros: eles se fazem iguais ao Legislador, coisa que é uma flagrante mentira, e minimizam Deus a uma pessoa falha, como nós pecadores, que Ele precisa fazer retificações em Seu caráter. Pessoas que assim agem são falsos cristãos!

Ellen White menciona que em resposta à alegação de que pela morte de Cristo foram abolidos os preceitos do decálogo, juntamente com a lei cerimonial, disse Wesley: “A lei moral, contida nos Dez Mandamentos e encarecida pelos profetas, Cristo não a anulou. Não era desígnio de Sua vinda revogar qualquer parte da mesma. Ela é uma lei que jamais poderá ser destruída, que permanece firme como a fiel testemunha no Céu.” Ver em O Grande Conflito, 262

O texto de Mateus 5:21-44 é muito importante para reconhecermos a validade da lei de Deus . Aqui Jesus disse 6 vezes; “mas eu vos digo” mostrando que Ele não só confirmou a lei mas também ampliou o seu significado. Estes versos mostram-nos mais uma vez que Jesus estava confirmando a validade da lei dos dez mandamentos. Se eles tivessem que ser mudados, nesse pronunciamento, Jesus teria informado isso. 

Mas em nenhum momento Jesus deu algum sinal dessa mudança. Por exemplo: Jesus disse: “ouvistes o que foi dito aos antigos: “não matarás”, e: quem matar estará sujeito a julgamento.” Jesus, porém, ampliou este mandamento dizendo que o mandamento não se refere somente ao ato de matar, pois é mais abrangente. Ele se refere àquele que fica irado contra o próximo, a quem profere insulto, a quem chamar o irmão de “tolo”, estará sujeito ao fogo do inferno, depois do milênio. Jesus ordena para cada um fazer as pazes com o irmão antes de trazer a sua oferta a Deus através do culto.

É curioso que em cada caso Jesus menciona um verso do Velho Testamento para atestar a validade dos mandamentos. Os ensinamentos de Jesus mostravam que o espírito com que se guarda a lei é mais importante do que a forma da letra da lei. A obediência a lei, de forma fria e calculista, leva ao distanciamento de Cristo, como aconteceu com os judeus legalistas, mas, a obediência que inclui a atuação do Espírito Santo que conduz para Jesus, essa sim é aceita por Deus e resulta em bênçãos para o filho de Deus.

O povo de Israel perdeu completamente a percepção da natureza espiritual da lei. Sua obediência não passava de uma mera observância de formas e cerimónias em vez de ser uma entrega do coração à soberania do amor de Deus. No sermão da montanha, Jesus disse: "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir". São Mateus 5:17. Com este testemunho e outros mais encontrados nos Evangelhos, a mensagem de Cristo produziu uma fé que sustentou firmemente a validade dos dez mandamentos. Jesus, em Sua vida, demonstrou a mais alta consideração pela lei de Deus. Amém?

Temos guardado a lei com alegria e obedecido no poder do Espírito Santo?

TERÇA-FEIRA (9 de julho) ESCRAVOS, VIÚVAS, ÓRFÃOS, ESTRANGEIROSEstes são os textos para o estudo de hoje: “Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.” Êxodo 23:9

“O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor.” Êxodo 22:21-23

Qual é o objetivo porque existe a igreja na terra? Tanto no Velho Testamento, quando Deus escolheu Israel como povo de Sua propriedade, como no Novo Testamento, também chamando homens e mulheres para se dedicarem exclusivamente a Ele, sempre os responsabilizou com a missão de proclamar o Seu plano de libertação para o homem caído e escravo de Satanás e do pecado.

A natureza da igreja é preparar um povo santo para viver a eternidade com Deus depois da segunda vinda de Jesus. Este é o objectivo de Deus: “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” Efésios 5:27

Tendo em vista este objetivo o que é preciso fazer para que os pecadores alcancem a salvação em Cristo? A) Aceitar o convite de salvação. B) Arrepender-se dos seus pecados. C) Confessar os seus pecados. D) Ser batizado, pertencer ao reino. E) Viver em união com os irmãos da igreja. F) Levar uma vida santificada pela Palavra de Deus.

Hoje vamos ver que os verdadeiros filhos de Deus; mantêm comunhão íntima com Jesus, revelam o amor às pessoas e praticam a justiça social. Veja nestes textos como Deus pediu para os judeus ajudarem o próximo como já citamos: “O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor.” Êxodo 22:21-23

“Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda. De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio. Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos. Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.” Êxodo 23:6-9

“Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o Senhor vosso Deus.” Levítico 19:10

“O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.” Provérbios 14:31.

No Novo Testamento também não é diferente. Veja esta declaração: “A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” Tiago 1:27. Veja também em Mateus 25 a declaração de Jesus sobre a justiça social.

Em relação ao atendimento aos pobres, viúvas e estrangeiros, no passado, Deus delineou três tipos de sábados: 1) O sábado do mandamento. Aqui estava implícita a ideia dos servos e animais também usufruírem o descanso semanal. Ver Êxodo 20:8-11. 2) O ano sabático. De sete em sete anos as dívidas dos pobres eram canceladas, os escravos eram libertos e até os animais eram beneficiados com o descanso. Ver Levítico 25:6 e 7. 3) O ano do jubileu. Esse era o quinquagésimo ano, depois de sete anos sabáticos terminar o seu ciclo. As propriedades que tinham sido vendidas eram devolvidas aos proprietários anteriores, as dívidas eram perdoadas e os servos eram postos em liberdade. 

O jubileu era um equalizador da sociedade. Ellen White menciona que o ano jubileu era uma “salvaguarda contra os extremos, quer da opulência, quer da miséria.” A Ciência do Bom Viver, 128
“Como no ano sabático, não se devia semear nem colher, e tudo que a terra produzisse devia ser considerado propriedade lícita dos pobres. Certas classes de escravos hebreus, todos os que não recebiam liberdade no ano sabático, ficavam agora livres. Mas aquilo que especialmente distinguia o ano do jubileu era a reversão de toda a propriedade territorial à família do possuidor original. Por determinação especial de Deus, a terra fora dividida por sorte. Depois que a divisão fora feita, ninguém tinha a liberdade de negociar sua terra. Tampouco devia vendê-la, a menos que a pobreza o compelisse a tal; e, então, quando quer que ele ou qualquer de seus parentes desejasse resgatá-la, o comprador não devia recusar-se a vendê-la; e, não sendo remida, reverteria ao seu primeiro possuidor ou seus herdeiros, no ano do jubileu. O povo devia ser impressionado com o fato de que era a terra de Deus que se lhes permitia possuir por algum tempo; de que Ele era o legítimo possuidor, o proprietário original, e de que desejava se tivesse consideração especial pelos pobres e infelizes. A mente de todos devia ser impressionada com o fato de que os pobres têm tanto direito a um lugar no mundo de Deus como o têm os mais ricos. Tais foram as disposições tomadas por nosso misericordioso Criador a fim de diminuir o sofrimento, trazer algum raio de esperança, lampejar uma réstia de luz na vida dos que são destituídos de bens e se acham angustiados."  Patriarcas e Profetas, 533-534

Que cuidados têm tido para com os menos favorecidos do seu lado?

QUARTA-FEIRA (10 de julho) O SEGUNDO DÍZIMO - O ato de dizimar e ofertar serve para tirar o egoísmo do nosso coração e ajudar-nos a colocar nossa confiança não no dinheiro, mas em Deus. Como resultado desse relacionamento de confiança, teremos mais sabedoria para gastar o dinheiro, pois adquirimos uma perspectiva correta da nossa escala de valores, sabendo, assim, diferenciar o que é realmente essencial daquilo que é desnecessário. Também saberemos usar as coisas e amar as pessoas, jamais o contrário. Amém?

A nossa motivação, ao devolver o dízimo não deve ser conseguir bênçãos materiais de Deus, mas expressar gratidão e adoração pelas dádivas recebidas. Deus não faz troca com ninguém. Existem igrejas que ensinam a teologia da prosperidade, um tipo de troca com Deus. Mas Deus não pode ser comparado por um fundo de investimentos, não é essa a relação que Ele deseja ter com Seus filhos.  

Deus ensina-nos a ofertarmos humildemente e com sinceridade, não por ostentação ou interesse.Ver Lucas 21:1-4. Portanto a devolução dos dízimos e ofertas coloca Deus e o homem em suas devidas posições: Criador e criatura, Doador e receptor, Deus e mordomo. Amém?

O ato de dizimar e ofertar serve para tirar o egoísmo do nosso coração e ajudar-nos a colocar nossa confiança não no dinheiro, mas em Deus. Como resultado desse relacionamento de confiança, teremos mais sabedoria para gastar o dinheiro, pois adquirimos uma perspectiva correta da nossa escala de valores, sabendo, assim, diferenciar o que é realmente essencial daquilo que é desnecessário. Também saberemos usar as coisas e amar as pessoas, jamais o contrário. Amém?

A lição desta semana trata do segundo dízimo que o povo de Israel era convidado a devolver para ajudar os pobres. Veja estes textos acerca do segundo dízimo: Leia Deut. 14:22-29

“A fim de fomentar as reuniões do povo para os serviços religiosos e também para suprir as necessidades dos pobres, pedia-se a Israel que desse um segundo dízimo de todas as suas entradas” Patriarcas e Profetas, 565

“Em cada terceiro ano, entretanto, este segundo dízimo devia ser usado em casa, hospedando os levitas e os pobres, conforme Moisés dissera: “Para que comam dentro das tuas portas, e se fartem.” Deut. 26:12. Este dízimo proveria um fundo para fins de caridade e hospitalidade”. Patriarcas e Profetas, pág. 530.

“A consagração a Deus de um décimo de toda a renda, quer fosse dos pomares quer dos campos, dos rebanhos ou do trabalho mental e manual; a dedicação de um segundo dízimo para o auxílio dos pobres e outros fins de benevolência, tendia a conservar vívida diante do povo a verdade de que Deus é o possuidor de todas as coisas, e a oportunidade deles para serem portadores de Suas bênçãos. Era um ensino adaptado a extirpar toda a estreiteza egoísta, e cultivar largueza e nobreza de caráter”. Beneficência Social, 273.

“As contribuições exigidas dos hebreus para fins religiosos e caritativos, montavam a uma quarta parte completa de suas rendas. Uma taxa tão pesada sobre os recursos do povo poder-se-ia esperar que os reduzisse à pobreza; mas, ao contrário, a fiel observância destes estatutos era uma das condições de sua prosperidade” Patriarcas e Profetas, p. 560.

“A determinados períodos, a fim de conservar a integridade da lei, o povo era entrevistado quanto a sua fidelidade no cumprimento dos votos que haviam feito. Uma conscienciosa minoria devolvia a Deus cerca de um terço de toda a sua renda para benefício dos interesses religiosos e dos pobres. Essas exigências não se limitavam a uma classe particular do povo, destinavam-se a todos, sendo proporcionais às posses da pessoa” Test. Seletos, vol. 1, p. 546.

“É parte da obra do ministro ensinar os que aceitam a verdade mediante seus esforços, a trazerem os dízimos ao tesouro, como testemunho de que reconhecem sua dependência de Deus.”  Ob. Evangélicos, 370

Qual é o seu sentimento, no momento do culto, quando é separado para a entrega dos dízimos e ofertas?

Embora não seja cobrado o segundo dízimo hoje para ajudar os pobres, o que temos feito para apoiar os necessitados?

QUINTA-FEIRA (11 de julho) O ANO JUBILEU – Deus, em Seu governo soberano constituiu o ano do jubileu tendo como principal objetivo beneficiar os pobres, e escravos, endividados e pessoas, que foram obrigadas a vender as suas terras, a suas possessões, a sua herança, passando a trabalhar como escravo nas propriedades alheias.

Porém, duas leis davam direito a estas pessoas de voltar para a sua terra e a sua possessão: a lei do resgate e a lei do jubileu. A lei do resgate constituía-se de um parente mais próximo que tivesse a possibilidade de pagar o resgate para que aquele israelita pudesse obter os seus bens de volta, caso contrário ele teria de espera até o ano do jubileu.

O ano do jubileu deveria ser celebrado a cada cinquenta anos no dia da expiação. O dia da expiação era o dia mais importante no calendário judeu, pois neste dia o sumo sacerdote entrava no lugar Santo dos Santos para oferecer sacrifício por si mesmo, e pelo povo.

O ano jubileu, que sempre era o quinquagésimo ano, era para evitar a desigualdade social, financeira e econômica em Israel. O jubileu tinha como objetivo ajudar os pobres e necessitados: “Cristo disse que teremos os pobres sempre conosco; e Ele une Seu interesse com o de Seu povo sofredor. O coração de nosso Redentor compadece-Se dos mais pobres e humildes de Seus filhos terrestres. Ele nos diz que são Seus representantes na Terra. Pô-los entre nós para despertar em nosso coração o amor que Ele sente pelos que sofrem e são oprimidos. A piedade e a benevolência a eles mostradas são aceitas por Cristo como se o fossem para com Ele mesmo. Um ato de crueldade ou negligência para com eles, é considerado como se fosse praticado a Ele”. Patriarcas e Profetas, 534-536.

Em relação ao atendimento aos pobres, viúvas e estrangeiros, no passado, Deus delineou três tipos de sábados: 1) O sábado do mandamento. Aqui estava implícita a ideia dos servos e animais também usufruírem o descanso semanal. Ver Êxodo 20:8-11. 2) O ano sabático. De sete em sete anos as dívidas dos pobres eram canceladas, os escravos eram libertos e até os animais eram beneficiados com o descanso. Ver Levítico 25:6 e 7. 3) O ano do jubileu. Esse era o quinquagésimo ano, depois de sete anos sabáticos terminar o seu ciclo. As propriedades que tinham sido vendidas eram devolvidas aos proprietários anteriores, as dívidas eram perdoadas e os servos eram postos em liberdade. 

O jubileu era um equalizador da sociedade. Ellen White menciona que o ano jubileu era uma “salvaguarda contra os extremos, quer da opulência, quer da miséria.” A Ciência do Bom Viver, 128
O atendimento aos pobres e necessitados foi a marca da igreja cristã primitiva. Que advertências nos são feitas sobre a atenção que devemos dar aos pobres, necessitados e pessoas vulneráveis? Veja os textos para hoje: “Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem atropeles na porta o aflito; porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida.” Provérbios 22:22-23.

O seguinte texto bíblico faz menção aos ricos que oprimem os pobres: “Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos”. Tiago 5:4. Existem outras referências bíblicas que mencionam a importância dos cristãos darem a devida atenção aos pobres. Veja este outro texto: “O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido”. Prov. 21:13.

O dinheiro hoje domina as casas de leis, as cortes e os palácios dos governos. O dinheiro é o maior “deus” deste mundo. Por ele as pessoas roubam, mentem, corrompem-se, casam-se, divorciam-se, matam e morrem. O problema não é possuir dinheiro, mas ser possuído por ele. O dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão. Não é pecado ser rico, pois a riqueza é uma bênção. É Deus quem nos dá sabedoria para adquirirmos riquezas. O problema é colocar o coração nas riquezas. A raiz de todos os males não é o dinheiro, mas o amor ao dinheiro. Os ricos sentenciados por Deus ajuntam para eles o que devem pagar aos trabalhadores. Algumas pessoas fraudulentas prejudicam os pobres e ainda jogam a culpa neles e alguns ricos até condenam os pobres nos tribunais. Ver Tiago 2:6 e 5:6.

SEXTA-FEIRA (12 de julho) LEITURA DICIONAL E COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 2(3º trimestre 2019) PLANOS PARA UM MUNDO MELHOR - A noção cristã de justiça social é diferente da noção contemporânea de justiça social. As exortações bíblicas para cuidar dos pobres são mais no âmbito individual do que das instituições e sociedade como um todo. Em outras palavras, cada cristão é encorajado a fazer o que puder para ajudar os pobres. A base para tais mandamentos bíblicos encontra-se no segundo dos grandes mandamentos; "amar ao próximo como a si mesmo." Ver Mateus 22:39. A noção de justiça social dos homens de hoje substitui o indivíduo pela instituição. Jesus ordena que cada cristão se torne responsável por cuidar dos menos favorecidos da sociedade e da igreja. A abordagem bíblica vê Cristo como Salvador e motivador do amor e cada cristão deve seguir os Seus passos.

Os gentios, convertidos ao cristianismo, disponibilizaram-se em socorrer os cristãos de Jerusalém, pois, de lá veio o Messias e a mensagem da salvação. Eles queriam retribuir de alguma forma, e isso foi fácil para eles. Os ex-gentios foram mais prudentes, não venderam tudo, contribuíram de tal modo que eles mesmos não viessem depois a necessitar da ajuda dos de fora. Os primeiros cristãos judeus foram tão generosos que venderam tudo, ao menos os de Jerusalém. Havia um entusiasmo por disseminar o evangelho da salvação!

“A harmonia e a união que existem entre homens de disposições várias constituem o mais forte testemunho que se possa dar de que Deus enviou Seu Filho ao mundo para salvar os pecadores. É nosso privilégio dar este testemunho. Mas para isso fazer, precisamos colocar-nos sob a ordem de Cristo. Nosso caráter tem que ser moldado de conformidade com o caráter dEle, nossa vontade tem que ser rendida à Sua. Então trabalharemos juntos sem um pensamento de colisão….Quando o povo de Deus crer plenamente na oração de Cristo, quando praticar na vida diária as instruções nela contidas, a unidade de ação será um fato em nossas fileiras. Irmão estará ligado a irmão, pelos laços áureos do amor de Cristo. O Espírito de Deus, unicamente, é que pode efetuar essa unidade. Aquele que santificou a Si mesmo, pode santificar também a Seus discípulos. Unidos a Ele, estaremos também unidos entre nós, na mais santa fé. Quando buscarmos essa unidade com o empenho que Deus deseja, iremos alcançá-la. Não é o grande número de instituições, grandes edifícios, e a aparência externa, que Deus requer, mas a ação harmoniosa de um povo peculiar, um povo escolhido por Deus e precioso, unido um ao outro, tendo a vida escondida com Cristo em Deus. Cada homem deve estar em seu lugar, desempenhando a sua tarefa, exercendo influência correta em pensamento, palavras e ações. Quando todos os obreiros assim procederem, e não antes, Sua obra será um todo completo e simétrico.” Testimonies for the Church vol 8, 243. Conselhos para a Igreja, 44.

“Homens humildes, armados unicamente com a Palavra da verdade, resistiram aos ataques de homens de saber, que, com surpresa e ira, perceberam a ineficácia de seus eloquentes sofismas contra o raciocínio simples, direto, daqueles que eram versados nas Escrituras ao invés de sê-lo nas subtilezas filosóficas.” O Grande Conflito, 455.

Como podemos reconhecer Deus como soberano e auxiliar os pobres em suas necessidades?

Luís Fonseca

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