segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Esboço de Sermão: Por que Cristo Morreu?

Lucas 23:33 e Atos 2:23

Introdução

Por que Cristo morreu? Quem foi responsável por Sua morte?
Muitos não têm dificuldade alguma para responder essas perguntas. Para eles, os fatos parecem, tão claros como o dia. “Jesus não morreu”, dizem. “Ele foi morto, executado publicamente como um criminoso. Achavam que as doutrinas que Ele ensinava eram perigosas.”
Hoje vamos estudar sobre vários fatores que levaram Jesus Cristo ao Calvário.

I. Pilatos e os Soldados Romanos


Os soldados não tinham outra coisa a fazer senão cumprir ordens! Jesus teve misericórdia deles quando disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”
Pilatos queria livrar Jesus da morte e tentou por quatro vezes:
Enviou Jesus a Herodes – acontece o mesmo conosco. Deixamos a decisão para outro tomar.
Castigar e soltar – optamos por um compromisso morno.
Tentou fazer a coisa certa, soltar Jesus, pelo motivo errado – procuramos honrar a Jesus pelo motivo errado, como mestre em vez de Senhor.
Protestou sua inocência, lavando as mãos na água – fazemos uma afirmação pública de lealdade a Ele, mas ao mesmo tempo O negamos em nossos corações.
É fácil condenar Pilatos e passar por alto nosso próprio comportamento tortuoso. Quando se fala em conversão, decisão, entregar a vida a Jesus, procuramos subterfúgios.
Pilatos entregou Jesus à morte porque teve medo de perder o favor imperial.
II. O Povo Judeu e Seus Sacerdotes
Pilatos se encontra num dilema difícil e foram os líderes judaicos que lhe entregaram Jesus.
Jesus disse: “Quem Me entregou a ti maior pecado tem” (João 19:11).
Inveja – Mateus registra duas conspirações invejosas para eliminar Jesus: (1) Herodes, no início de Sua vida; (2) Os sacerdotes, no final (Mat. 27:18).
Houve uma luta pela autoridade entre Jesus X sacerdotes. Entregaram Jesus por inveja.
III. Judas, o Traidor
Judas entregou Jesus aos sacerdotes. Ele era ladrão. O Desejado de Todas as Nações, págs. 533 e 534, descreve a indignação de Jesus quando Maria quebrou o vaso de alabastro aos pés de Jesus. “Judas era tesoureiro dos discípulos, e de seu pequeno depósito subtraía às escondidas para o próprio uso.”
Ele tenta recuperar um pouco aquela perda indo aos sacerdotes. Inflamando pelo desperdício dos salários de um ano, ele foi e vendeu Jesus por menos de um terço dessa quantia. Ele entregou Jesus por dinheiro.
IV. Os Pecados Deles e os Nossos
Judas entregou Jesus aos sacerdotes; os sacerdotes a Pilatos; Pilatos aos soldados e estes O crucificaram.
Nós dissemos: “Crucifica-O”.
Sacrificamos a Jesus por causa da ganância, como Judas.
Por causa da nossa inveja, como os sacerdotes.
Por causa da nossa ambição, como Pilatos.
Não estávamos lá apenas como espectadores, mas como participantes culpados, tramando, traindo, pechinchando e entregando-O para ser crucificado.
V. O Pai
Jesus não morreu como mártir. Ele ofereceu-Se espontaneamente. Desde o começo do ministério público Ele Se consagrou a esse destino.
Ele predisse os Seus sofrimentos e morte (João 10:11, 17 e 18). “Eu espontaneamente a dou.”
O Pai entregou por amor (Rom. 8:32). No nível humano, os pecadores O mataram – seus pecados O conduziram à cruz. No nível divino, Ele morreu – Seu amor O levou à cruz.
Morreu conforme o plano de Deus e a maldade dos homens (Atos 2:23).
Jesus preferiu ir ao inferno (sepultura) por você a ir ao Céu sem você!
Ilustração: Um cristão muito dedicado sonhou que estava em Jerusalém no momento em que os soldados estavam açoitando Jesus. Irado com a atitude dos romanos, tentou impedir o castigo. Foi quando um dos soldados olhou em sua direção e, para sua surpresa, o rosto do soldado era o seu. Acordado do pesadelo, o cristão concluiu: “Eu fui o responsável pelos açoites, eu matei Jesus.”
Conclusão
Volto à pergunta inicial: Quem entregou Jesus para morrer?
Não foi Judas, por dinheiro;
Não foi Pilatos, por medo;
Não foram os Judeus, por inveja;
Mas o pai, por amor!!!
Aceite a Jesus. Ele entregou a vida por você.
Pr. Emanuel Gonçalves
Revista do Ancião, abr–jun, 2005

2 comentários:

  1. Este esboço é praticamente um resumo de um dos capítulos do livro "A Cruz de Cristo" de John Stott

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