quinta-feira, 29 de setembro de 2011

COMO LIDAR COM OS PERDIDOS - AS TRÊS PARÁBOLAS DE LUCAS 15


Como Lidar Com os Perdidos
Lucas 15:3-32

                                                       Introdução

O mundo está cheio de pessoas totalmente perdidas, correndo de um lado para outro, no meio das multidões.

É comum acontecer de perder-se quando se viaja para lugares desconhecidos. Você já se perdeu alguma vez? Eu já. Como é bom quando alguém se dispõe a nos ajudar a encontrar o endereço que procuramos. Já reparou que, ao identificarmos o caminho de volta, sentimos sensação de segurança?

Além das pessoas perdidas, existem outras que vivem sozinhas e sofrem de solidão. Estatísticas mostram um número assustador de pessoas com depressão e vítimas desse problema. Muitas até cometem suicídio. A solidão também se tornou um mal do nosso tempo.


Nessa ocasião, eu gostaria de fazer considerações sobre três histórias da Bíblia que ilustram a condição de muitas pessoas hoje:

Três histórias sobre perdidos

A primeira é a Ovelha Perdida (Lucas 15:3-7). Lendo esse texto podemos considerar várias coisas sobre ovelhas, inclusive seu comportamento como animal:

Elas são dóceis, ingênuas e obedientes.

No caso da ovelhinha da parábola, ela sabia que estava perdida, mas não sabia o caminho de volta.

Hoje, quantos sofrem por estar nesta mesma condição! Perdidos e não sabem como retornar ao Pai.

A segunda história é a da Moeda Perdida (Lucas 15:8-10).
A moeda ilustra a situação das pessoas que podem estar perdidas dentro da própria casa.

Mesmo na igreja, muitos podem estar passando pela experiência da moeda dessa parábola: não sabem que estão perdidos nem ao menos conhecem o caminho de volta.

A terceira história é a do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32).
Por sua própria vontade, esse filho decidiu tomar o caminho da perdição. Finalmente, percebeu que estava perdido e longe do Pai, porém, conhecia o caminho de casa.

Quantos vivem essa mesma situação: estão perdidos por livre escolha, mas continuam tendo na cabeça o mapa do caminho para os braços do Pai.

Como alcançar os perdidos?
Precisamos aprender como os pastores de ovelhas lidam com seu rebanho no campo. É importante que o pastor conte suas ovelhas, ou seja, saiba quantas são;

Isso implica em conhecê-las pelo nome e distinguir suas características pessoais.

Somente quando as conhecemos e sabemos quantas são, somos capazes de sentir a falta de alguma.
Na parábola, quando isso ocorre, o pastor sai à procura da perdida e se esforça para reconquistá-la. Ele procurou sua ovelha até encontrá-la.

Precisamos assumir os riscos de uma arrojada operação de resgate. Envolve sair da área de conforto e entrar em outro ambiente, enfrentar situações difíceis e adversas, mas vale a pena.

A experiência dos alpinistas ao subir o monte Everest os sujeita a uma escalada íngreme e perigosa. Passam frio, fome, e muitos desiste. Mas, os que correm os riscos até o fim afirmam que valeu a pena o esforço pela alegria da conquista.

Precisamos acreditar em nosso potencial de discípulos de Jesus, que receberam a missão de resgatar os perdidos. Deus nos pode capacitar para essa nobre tarefa.
A operação de resgatar ovelhas perdidas nos ajuda a desenvolver nosso potencial como discípulos de Cristo. Esse trabalho deve ser acompanhado do estudo da Bíblia e de oração.

Precisamos saber esperar. O tempo de Deus é diferente do nosso explica porque Cristo aparentemente não tem pressa.
Às vezes, ficamos ansiosos por resgatar os perdidos, mas há o tempo certo. Recentemente, uma senhora se converteu com 96 anos. Que Deus amoroso, que espera 96 anos por uma decisão!

Precisamos orar. Precisamos ser específicos em nossas orações. A oração intercessora tem poder. Há muitas mães que oraram por seus filhos e obtiveram a resposta de suas orações. (Cite um exemplo se você conhece).

Como receber os perdidos?
Amemos incondicionalmente os perdidos. É assim que Deus nos ama.
Os predicativos do amor genuíno são descritos em I Cor. 13:4-8 (primeira parte).

Precisamos abrir os braços para o perdido. Não ter preconceito. Nosso abraço e nosso toque podem representar os braços de Deus.

Procuremos participar do processo de restauração do perdido. Enquanto o propósito de Satanás é nos separar de Deus. O propósito de Deus é restaurar. Restaurar pessoas e também famílias.

Não pense que o perdido volta justamente como era no passado. Distante da casa do Pai, ele geralmente sofre profundas feridas no corpo e na alma. Por isso, no processo de restauração, precisamos fazer uso de meios espirituais e materiais para ajustar a ovelha à antiga família.

Alegremo-nos. Nas parábolas, o pastor ficou feliz ao achar a ovelha. Houve júbilo. A mulher também se alegrou ao achar a moeda. Houve comemoração. E o pai chorou de alegria ao ver o filho de volta. Houve festa.
Igualmente, devemos nos alegrar ao ver alguém voltando para a casa do Pai e celebrar com alegria esse grande acontecimento.

Devemos compartilhar a alegria. Ela deve ser compartilhada quando queremos cultivar e manter amizades. A igreja precisa falar a linguagem do coração e receber as pessoas com alegria e amor cristãos.

Conclusão
O propósito de Deus é que participemos na obra de buscar, salvar e conservar. A recompensa trará alegrias e um desejo ainda maior de buscar aqueles que se encontram longe de nós. Deseja você participar dessa alegria?
        
Raquel Arrais - Revista do Ancião/Jan-Mar 2006 – Depto Com. UCB

Luís Carlos Fonseca


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