sábado, 28 de abril de 2012

O CRISTÃO E SUAS FINANÇAS


O Cristão e Suas Finanças Pessoais

Introdução
1. O assunto das finanças domésticas tem alcançado dimensão significativa no contexto da felicidade familiar e espiritual. A instabilidade financeira, além de afetar a questão material, tem atingido outras áreas da vida da família:
a) Relacionamento conjugal;
b) Relacionamento com os filhos;
c) Saúde física e emocional;
d) A produtividade no trabalho;
e) O relacionamento e fidelidade com Deus.


2. A principal razão que tem conduzido famílias à instabilidade financeira é o consumismo (Ageu 1:6). Aspectos que promovem o consumismo:
a) Aumento significativo dos bens de consumo e serviços;
b) A forte influência da mídia e seus comerciais;
c) A influência da televisão, das novelas, dos filmes, da moda;
d) O fácil acesso ao crédito, etc.

3. O que define um consumista não é o volume de suas compras, mas sim suas prioridades materiais. Até o pobre pode ser mais consumista que o rico.

I.  Passos para uma vida financeira estável
1. Orçamento, planejamento e controle (Ler Luc. 14:28-30).
a) O orçamento é a principal ferramenta na gestão financeira familiar. Deve ser feito numa base mensal;

b) Junto ao orçamento deve ser feito um planejamento das despesas e investimentos futuros: pagamento de impostos, compra e troca de carro, móveis, utensílios, equipamentos, terrenos, construções, etc.

c) Envolver toda a família: cônjuge e filhos;

d) As despesas devem ser compatíveis com a receita;

e) Separar as despesas necessárias das supérfluas;

f) Provisionar mensalmente um valor para fazer frente ao planejamento de investimentos;

g) O resultado entre a receita e despesa deve ser sempre positivo;

2. O orçamento e planejamento só produzirão os resultados se forem acompanhados de um rigoroso controle. Pelo menos, a cada seis meses todas as despesas grandes e pequenas da família devem ser anotadas com exatidão. Fazer um comparativo entre o realizado e o orçado. Fazer os ajustes nas despesas onde houver necessidade, mesmo que isto signifique uma mudança no passado de vida da família.

II. Alicerces que garantem estabilidade no futuro
1. Não gastar antes de receber – não dar cheque pré-datado, não usar especial, não fazer crediário, não antecipar restituição de Imposto de Renda ou décimo terceiro;

Não gastar tudo que recebe – o resultado entre as receitas e despesas deve ser sempre positivo;

Ter uma reserva – o resultado positivo de cada mês deve ser destinado para o fundo de reserva (poupança). Para:
a) Cobrir os imprevistos (despesas que não estão previstas no orçamento. Ex: materiais escolares; consertos de um eletrodoméstico, conserto do carro, etc);

b) Pagamento dos impostos (IPVA, IPTU, etc);

c) Cumprir o planejamento de investimentos: férias da família; aquisição de terreno, móveis e equipamentos; compra ou troca de carro, etc.

d) Fazer uma provisão para atender às necessidades de nosso próximo o que pode ser feito em donativos de alimentos, medicamentos, vestuário, etc.

2. Importante: qualidade de vida não está associada ao tamanho do salário, mas sim à forma como se administra aquilo que se ganha.

III. O relacionamento com Deus
1. Se existe uma área da vida em que o relacionamento com Deus se torna o grande diferencial, é a área financeira – Malaquias 3:10;
a) Há promessas materiais e espirituais para aqueles que guardam os mandamentos de Deus – Dt 28:1-13.

2. Existem duas dimensões no relacionamento com Deus na questão financeira:
a) Obediência: devolução do santo dízimo – Lev. 27:30; Mal. 3:10.

b) Gratidão: entrega de ofertas – Dt 16:16.

3. A motivação para dizimarmos, sendo obedientes a Deus, é o amor. A motivação para ofertarmos também o amor. Essa foi a motivação de Deus ao dar Sua Oferta por nós – João 3:16.
a) Na questão do dízimo, Deus determinou quanto devemos Lhe devolver: 10% (dízimo quer dizer a décima parte). Mas, na questão da oferta, Deus não disse quanto temos que ofertar, apenas que a forma seria a mesma, ou seja, na “proporção” (%) de nossa renda.

4. Quanto mais formos desprendidos das coisas materiais maior será nossa probabilidade de ter a vida financeira estável. Ao ofertarmos, não apenas estamos determinando o “tamanho” de nossa gratidão a Deus, mas o quanto estamos dispostos a nos desligar das coisas desta vida em favor da causa de Deus. Talvez seja essa uma das razões de Deus não ter determinado o quanto ofertar.

IV. Ensinando as crianças a serem fiéis
1. Temos ainda uma solene responsabilidade para com nossos filhos: ensiná-los a administrar suas finanças e a se relacionar com Deus. Desde pequenos eles devem ter sua mesada e juntamente com a mesada receber seu envelope de dízimo. Benefícios:
a) Vão aprender que dinheiro acaba. Assim como a mesada em algum momento vai acabar, aprenderão que o dinheiro dos pais também acaba e entenderão melhor um “não” ou um “espere um pouco”;

b) Aprenderão a desenvolver a arte de ficar dentro dos limites;

c) Exercerão seu relacionamento com Deus: obediência na devolução do dízimo e gratidão, ao doarem suas ofertas. A “ofertinha” não será tão pequena para eles, pois estarão ofertando na proporção de suas rendas (mesada).

Conclusão
1. Um cristão que tem uma vida financeira estável é uma poderosa ferramenta da pregação do Evangelho através do seu testemunho.

2. Devemos aprender a administrar nossas finanças pessoais e glorificar a Deus em tudo que somos e temos.
 Autor: Pr. Antonio Tostes -Revista do Ancião - jan – mar 2008

Luís Carlos Fonseca

Sem comentários:

Enviar um comentário