segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Esboço de Sermão: Relembrando as Promessas - Escola Sabatina

Relembrando as Promessas - Escola Sabatina

Introdução - Você já parou para pensar que na nossa história e vida, temos a necessidade de relembrar e esquecer? Muitas vezes é mais fácil esquecer de relembrar, do que relembrar de esquecer. O grande dilema é que esquecer, está atrelado ao que nos trouxe dor, mágoas e desespero. E relembrar está relacionado ao que nos traz esperança. Mas, por que esquecemos de relembrar? O pecado seria a resposta mais satisfatória. Nossa natureza humana decaída nos aproxima do que nos destrói, e nos afasta do que nos edifica. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça ” Isaias 59:2.


Note como essa afirmação inspirada termina: “para que não vos ouça”. Os nossos ouvidos não estão voltados para as palavras e promessas de Deus, e se não as ouvirmos, certamente as esqueceremos. E esquecendo-as, pereceremos. Relembrar é a única solução.

 I- NECESSIDADE DE UMA ESCOLA.  Deus, em Sua sabedoria e conhecendo nossa realidade, estabelece uma estrutura em que Suas promessas seriam relembradas: A Escola Sabatina. Onde está na Bíblia a Escola Sabatina? E qual a sua importância? Essas perguntas nos conduzem à necessidade de uma retrospectiva histórica na vida do povo de Deus na Bíblia, a começar por Israel. A vida do povo de Israel, se resumia a duas orientações claras: Estudava em casa, aprendendo com seus pais (Ver Deut 6:6 e 7). E reunia-se aos sábados em santa convocação. (Lev 23:3). Se você analisar, isso é um sistema escolar. Uma estrutura que levava a relembrar pelo constante e diário estudo. Isso é escola sabatina hoje.

Para fortalecermos essa ideia pela história e pelo texto bíblico, é preciso entender o papel das sinagogas, e a razão de sua existência. Então, descobriremos que a sinagoga era uma escola estabelecida por uma forte razão, e se tornou um antecedente da Escola Sabatina. Vejamos como as sinagogas surgiram: O povo de Israel não tinha tempo para estudar, nem relembrar as promessas de Deus. Houve a primeira leva dos cativos para Babilônia em 605 a.C, onde Daniel e seus amigos foram levados; a segunda leva foi em 597 a. C, veio o cativeiro de Ezequiel, Joaquim, rei dos Judeus é deposto, e provavelmente morto. Seu filho Joaquim sobe ao trono e é levado cativo a Babilônia três meses depois. É então sucedido por Zedequias, último rei de Judá. A última e terceira leva ocorre em 586 a. C, e foi o último ataque de Nabucodonosor. A cidade é destruída, Zedequias é levado cativo, e o templo ficou em ruínas. O povo foi espalhado e perdeu tudo. Cativos, encontraram os escritos de Isaías, Jeremias e Ezequiel, e viram que Deus os tinha relembrado e avisado; e choraram e oraram, e se perguntavam: “por que eu não observei esses ensinamentos? O cativeiro foi o último remédio de Deus. E foi ali que surgiram as sinagogas. O objetivo seria para relembrarem as verdades sagradas e as promessas de Deus, para que estas fossem ensinadas aos Jovens e aos seus filhos, para que eles não caíssem onde caíram, e se preparassem para o Senhor.

 II- SALVAGUARDANDO A METODOLOGIA.  A metodologia desse estudo diário e reafirmação, em conjunto do que foi estudado nas casas, foi estabelecida por Deus. O programa na Sinagoga atendia esse objetivo. A sinagoga tinha cadeiras, à frente uma mesa, ao lado os rolos de couro, e o programa era dividido em cinco partes: 1) Recitação em uníssono com os versos de Dt 6:4 e 5 e Nm 15: 37 a 41. 2) Leitura que era o ciclo das leis. 3) Leitura dos profetas. 4) Exortação, que era um pequeno sermão. (Ver Lucas 4:16 a 22; e Atos 13:13) Essa metodologia foi um antecedente histórico-Bíblico da Escola Sabatina. Porque logo depois, os cristãos perderam o costume, e mudaram até o dia. Surgiram as escolas dominicais, com a revolução industrial e a delinquência juvenil. No entanto, Deus interveio, e iniciou a restauração da verdade.

No povoado da América, uma igrejinha decidiu crer na volta de Jesus, tornando-se Adventista, e na continuidade do estudo da Bíblia, descobre o sábado, e muda a escola dominical para Escola Sabatina. Sabe quando foi isto? 1844. Que profecia se cumpriu neste ano? Dan 8:14- A profecia das 2.300 tardes e manhãs, onde a verdade seria reerguida. Nasce, nesse contexto e como cumprimento profético, a Escola Sabatina, para não nos esquecermos das promessas de Deus. O que relembra 7 de setembro? Relembra que somos um povo independente. A bandeira, o exército e o hino nacional fortalecem essa lembrança. E o que temos para provar que Deus levantou um povo, e pertencemos a Ele? A Escola Sabatina. Essa metodologia nos leva ao estudo diário das promessas contidas na Bíblia, levando-nos a um estilo de vida de pastoreio e discipulado, por isso não se limita a um programa. Essa metodologia leva ao crescimento espiritual constante e gradual de quem dela participa, por isso seu alimento deve ser para cada dia, cada um e cada manhã.

III- O ALIMENTO QUE FAZ RELEMBRAR. É consensual o fato de que a fome dificulta o aprendizado e a retenção do mesmo. Espiritualmente, o maná é o livro que esclarece e o alimento que fortalece nessa escola que visa ensinar e salvar para a eternidade. O maná contemporâneo é a lição dessa escola. Como falar de maná, sem vinculá-lo ao povo de Israel e a Moisés? O sonho de Deus de livrar e salvar o povo, alcança e inclui a vida de Moisés. Deus sempre usa pessoas para levar o alimento à outras. O nascimento, chamado e vida de Moisés, fizeram parte do sonho maior de Deus para alimentar e salvar o povo no deserto. Desde o nascimento até a morte, Moisés contou e aprendeu com a presciência Divina. Em sua vida destacamos a providência de Deus que deságua no cumprimento do Seu propósito, revelado pelo Seu chamado para libertar o Seu povo do pecado. E o maná fazia parte desse plano para que o povo vencesse o deserto, rumo a canaã terrestre. Logo cedo, após o chamado (Ver Exodo 3), Moisés entendeu o seu papel de libertador do povo de Deus. E no dia da libertação, logo antes da última Praga (A Morte dos primogénitos), relevantes instruções para libertação do povo foram dadas. Essas orientações implicariam em vida ou morte.

Obedecê-las significaria salvação. Vejamos a principal: “Digam a toda a comunidade que todo homem deve separar um cordeiro, para sua família, um para cada casa” (Ex 12:3). O cordeiro seria o alimento, e o sinal para que a morte não chegasse naquele lar. Note que a orientação é detalhada. Ter o cordeiro não seria suficiente, o povo, cada um, deveria comer. (Ex 12:4). No deserto, essa orientação é confirmada: “Eu lhes farei chover pão do céu. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia” (Ex 16:4). O Maná seria a subsistencia e o meio para suportar as provas do deserto: “Com isso os porei a prova, se seguem ou não minhas instruções”(Ex 16:4b). Não há vida espiritual sem luta, e não há luta sem prova, e não haverá vitória sem Maná.

CONCLUSÃO. Hoje não é diferente, como povo caminhamos no deserto, rumo a Canaã celestial. Devemos esperar o cativeiro para admitirmos que precisamos dessa escola e seu alimento que nos faz relembrar as promessas, e nos fortalece para o céu? A ausência na escola sabatina e desinteresse pelo estudo da lição da escola sabatina reflete nosso estado espiritual. Isso é inegável. Esse projeto Maná não se trata de um ranking de assinaturas, mas de um chamado a reforma e a um autêntico reavivamento espiritual que antecede a volta de Jesus. A fome no deserto é real, e se não nos alimentarmos com o maná que Deus providenciou, certamente iremos às panelas de carne dos egípcios.

APELO. Quantos hoje, querem afirmar e reafirmar sua decisão em receber e renovar o maná de Deus, contido na lição da escola sabatina? Manifeste-se, eu quero orar por você.
Autor:Pr. José Orlando Silva MIPES, Evangelista e Líder da Escola Sabatina na MISAL

Luís Carlos Fonseca

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