domingo, 14 de novembro de 2010

RESUMO DA LIÇÃO 8 – JOABE: O DÉBIL HOMEM FORTE DE DAVI

ALVO DA LIÇÃO: Descobrir que por trás de cada ação humana, está o diabo querendo atrapalhar os filhos de Deus, para que não respeitem os mandamentos do Senhor, e nem se entreguem a Ele.

VERSO ÁUREO: “Todo o caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor sonda os corações.” Prov. 21.1

Quem foi Joabe? Ele era sobrinho de Davi; filho de Zeruia, irmã do rei. Absaí e Asael eram seus irmãos. Seu nome significa. “Jeová é pai” Ele foi o comandante do exército de Davi mesmo quando este ainda não era rei. Ele tomou parte direta na morte de Urias, a pedido de Davi. Este homem também matou Absalão. Joabe misturava o lado bom e o lado mal que tem o ser humano; no entanto, ele não buscava a graça de Deus para dominar as suas paixões humanas. Joabe era um grande estrategista de guerra. Quando Davi desafiou o seu exército para invadir Jerusalém, ele prometeu o cargo de comandante para aquele dos seus homens que expulsasse os habitantes de Jerusalém (Jebuseus). O vencedor foi Joabe. Ver I Crônicas 11:6

DOMINGO: UM ASSUNTO DE FAMÍLIA. Como entender este ponto? Aqui encontramos dois exércitos: De um lado estavam Davi e Joabe, e do outro lado estavam Abner e Isbosete. Acontece que com a morte de Saul, Abner que era o comandante de Saul, não aceitaria Davi como rei; pois ele sempre perseguiu Davi, então rapidamente Abner colocou Isboset, que era o 4º filho de Saul para ser o rei em Israel. Passado algum tempo, Abner percebeu que, com Isboset no governo; as coisas não iam bem, então ele procurou fazer alianças com Davi e se ofereceu para unir o reino. Ver II Samuel 3:1-22. Abner, em defesa própria, matou Asael, o irmão mais novo de Joabe, e isto Joabe nunca esqueceu. Ver esta história em II Samuel 2: 17-23. Joabe, por questão familiar(vingança) correu atrás de Abner e o matou na quinta costela também. Ver II Samuel 3:27. Mas as coisas não pararam por ai: “Joabe, pois, e Absaí seu irmão, mataram a Abner por ter morto a Asael, seu irmão, na peleja em Gibeon.” II Samuel 3: 30. A vingança e o juízo pertencem somente a Deus. Quando o homem tenta desempenhar as funções que são pertinentes apenas à Deus, a vida lhe corre mal.

SEGUNDA-FEIRA: O PREÇO DO PECADO. Qual é o preço do pecado? É muito alto, pois um pecado tem a tendência de levar a outro pecado. Podemos dizer que Davi teve uma vida muito infeliz por causa dos seus vários pecados. Tamar foi violentada por amom, Absalão matou Amon, Absalão morreu em guerra, Adonias foi morto por salomão, o primeiro filho que teve com Bate-seba morreu ainda bebé. Abiatar o traiu no final do seu reinado. Etc... Quanta desgraça na sua vida! Davi ficou muito triste com a morte de Abner e repreendeu severamente a atitude de Joabe. Ver II Samuel 3.28-35. Quando Davi presenciou isto em seu reino, ele ficou sem ação também, pois lembrou de seus erros que foram semelhantes. Quando Absalão realizou a conspiração para tomar o reino de Davi, Absalão ficou suspenso numa árvore, pois tinha os cabelos grandes e volumosos então Joabe matou-o. Ver II Samuel 18:14. As consequências dos nossos pecados podem demorar para aparecer, mas serão, em algum dia, serão reveladas. Imagine a dor de Davi em saber que seu comandante de confiança tinha matado o seu próprio filho!

TERÇA-FEIRA : JOABE O POLÍTICO. O reino de Davi é uma mescla de honra e vergonha por tantas coisas ruins que aconteceram. O que fez Joabe? Na lição de hoje Absalão ainda está vivo e o objetivo é mostrar o caráter de Joabe. Em II Samuel 14 menciona a estratégia que Joabe montou para aproximar Absalão e Davi, pois com isso ele tiraria vantagens políticas. Por um lado Davi já estava no fim do seu reinado, e Absalão era um natural sucessor ao trono; e Joabe ficaria bem com os dois. Joabe contratou um mulher sábia da região de Técoa para ir ter com o rei a fim de aproximar pai e filho. E conseguiu! Foi às custas e astúcia, mas conseguiu. Joabe fez o correto, que deveria ser feito, quanto à reconciliação entre Davi e seu filho Absalão, mas, atente, ele o fez com o motivo errado. Ele queria levar vantagem, queria criar condições para, quem sabe, no futuro ser o comandante das tropas de Absalão. Sendo assim, é óbvio que ele não se aconselhou com Deus. Quando se faz algo por interesse próprio, nunca uma pessoa pede conselho a Deus. E aqui podemos aprender algo importante para nós. Fazer o que Deus deseja que façamos, mas com método errado, ou motivo errado, na verdade só dá problemas.

QUARTA-FEIRA: VIVENDO PELA ESPADA. Davi ficou muito zangado com Joabe porque ele havia desatendido às suas ordens e matou Absalão. O que fez Davi? Davi tomou duas medidas misturando administração e política: a) Tirou Joabe do comando das forças militares. Essa era uma decisão administrativa, motivada pela desobediência explícita de Joabe por ter matado Absalão contrariando as ordens expressas de Davi. b) Em lugar de Joabe, colocou Amasa, que era primo de Joabe para ser o comandante das forças militares. Essa era uma decisão política. Como Amasa tinha sido o comandante das forças militares de Absalão, Davi o favoreceu com o posto mais elevado do exército para agradá-lo e trazê-lo para junto de si. Mas Amasa durou pouco. Joabe, com seu irmão Abisaí, o encontrou, e Joabe o matou fria e traiçoeiramente. Ver II Samuel 20:8-10. Joabe atraiçoou Amassa, pois eram primos e tinham boa amizade. Que motivo levou Joabe matar Amassa? Porque ele foi posto de lado por Davi e já não era o número um. Joabe pensava mais nos resultados imediatos e lucros que seus esforços podiam dar, do que nas próprias pessoas. Hoje a lado material fala mais alto para a maioria das pessoas. Que pena!

QUINTA-FEIRA: O ÚLTIMO GOLPE DE JOABE. Qual foi este golpe? Ele apoiou Adonias, o último filho mais velho do restante dos filhos de Davi. Ele pensava que Davi, por ser idoso já podia ser enganado facilmente. Mas Deus mantinha o profeta Natã e Batseba para orientarem Davi. o rei frustrou as intenções de Joabe e Adonias; e anuncia Salomão como Rei. Joabe Ainda continuou no reinado de Salomão, mas realizou uma outra tentativa de golpe, então Salomão perseguiu Joabe. Ele se refugiou no altar do sacerdócio, mas foi denunciado e morto. Ver II Reis 2: 28-35. Joabe é simbolo daquelas pessoas que brincam com Deus. Na vida de Joabe não se percebeu os brilhos da devoção pessoal à Deus. Em Gálatas 6: 7 lemos: “Não erreis; Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso, também ceifará.” Antes do julgamento final , há sempre misericórdia. Davi e Salomão demonstraram misericórdia para este homem, mas Joabe nunca se arrependeu verdadeiramente. Se Joabe fosse ter com Deus arrependido, ele seria perdoado. Ele teve a oportunidade de viver e de ser salvo, mas escolheu a morte.

Bom estudo.

Luís Carlos Fonseca

Esboço de Sermão: Sangue Salvador


Hebreus 9:7, 11, 12 e 22

Introdução

1. Hoje o sangue em alguns aspectos é desastroso. Recomenda-se cuidado com a transfusão de sangue; as pessoas correm o risco de se contaminarem com algumas doenças, inclusive a Aids.

2. Mas quase sempre a transfusão de sangue é benéfica, pois salva vidas.

I. Sangue Como Castigo

1. Ler Êxo 7:19-21. Imaginemos a cena: Todas as fontes jorrando sangue.

a) Tudo por causa de um rei turro, desobediente e déspota. O mundo teria governantes assim hoje? Note: as pragas começaram e terminaram com sangue – ver Êxo. 11:1, 4-7.

II. Sangue Como Sinal Salvador

1. Ler Êxo. 12:5-7. Deviam estar preparados e prestar muita atenção e obediência às orientações (ver também Êxo. 12:12 e 13, 22 e 23).

2. Ilustração: Durante o século 16, os holandeses se revoltaram contra Filipe II da Espanha que, por uma dessas subtilezas de sucessão, tornara-se rei da Holanda. Num esforço por conquistar o controle dos Países baixos, Filipe enviou o infame Duque de Alva com um exército para esmagar os holandeses.

A cidade de Rotterdam permaneceu firme durante algum tempo, mas finalmente capitulou. Os soldados vitoriosos entraram em casa, massacrando os oponentes, sem respeitar idade ou sexo. Numa casa, várias famílias se reuniram para orar por livramento. Repentinamente, um dos rapazes teve uma ideia. O proprietário da casa tinha uma cabra. Rapidamente agarrou o animal, cortou-lhe o pescoço e espalhou o sangue sob a porta da frente com a vassoura. Dali o sangue correu pelos degraus abaixo até a calçada. Quando os soldados chegaram àquela casa, o comandante, vendo o sangue, disse: “Nossos homens já estiveram aqui. Passemos para a próxima casa.”

3. Você já se perguntou, como é que o sangue de Jesus Cristo nos salva hoje?

III. Sangue Superior

1. Jesus como nosso Sacerdote é o tema do livro de Hebreus. Ler Heb. 4;14-16.

2. Heb. 9:1-14 fala da superioridade do sangue de Jesus e a inferioridade do sangue dos animais do santuário.

a) O livro de Hebreus consiste essencialmente de uma comparação e contraste entre os símbolos pelos quais Deus apresentou o plano da salvação para Seu povo no Antigo Testamento e a realidade do ministério de Jesus em favor dos pecadores a partir da cruz.

b) Vejamos a descrição da morte de Cristo em Mat. 27:33-35.

3. A Bíblia diz que era necessário o derramamento de sangue para que houvesse remissão de nossos pecados. Ler Heb. 9:22. Por isso Jesus é chamado de “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).

a) “Ele destrói o domínio da morte, e abre as portas do Paraíso.” Explica Ellen White o poder do sacrifício de Cristo (em Meditações Matinais, 1998, pág. 95).

b) “No Calvário foi derramado sangue. Foi encontrada uma solução para o problema do pecado do homem na morte do imaculado filho de Deus.

“O abismo que separa o homem do seu Criador foi coberto com uma ponte. O muro da separação foi removido. O Criador do homem tornou-Se o Salvador do homem.” – Ellen White, Meditações Matinais, 1975, pág. 300.

4. Ilustração: Séculos atrás o caixa de um comerciante de Liverpool, na Inglaterra, recebeu uma cédula do Banco da Inglaterra e segurou-a contra a luz para comprovar sua autenticidade. Era verdadeira sim. Mas enquanto ele olhava a nota, sua curiosidade foi despertada por uns traços de cor acastanhada na frente da cédula e em suas margens letras escritas a mão. Examinando aqueles traços com lente de aumento, conseguiu ler a seguinte mensagem: “Se esta nota cair nas mãos de John Dean, de Longhilmar, ele ficará sabendo que seu irmão está definhando numa prisão da Argélia, na África.” Imediatamente, começaram a procurar o Sr. Dean, de Longhilmar, no País de Gales. Quando o encontraram e lhe mostraram a nota, ele imediatamente tratou de conseguir dinheiro para obter a liberdade de seu irmão. Convocou ao mesmo tempo a ajuda do governo britânico.

Depois que o infeliz homem foi libertado, ele contou que permaneceu na prisão por 11 anos. Logo após o seu aprisionamento, escrevera a mensagem na cédula de dinheiro com seu próprio sangue, tirado de um corte feito em sua mão com um instrumento afiado. Depois usando uma lasquinha de madeira como pena, mergulhou-a em seu sangue e escreveu a frase na esperança de que alguém, algum dia, a perceberia e entraria e contato com seu irmão.

a) Do mesmo modo como o prisioneiro naquela prisão era inteiramente incapaz de resgatar a si mesmo no sentido físico, assim nós, no sentido espiritual, somos incapazes de resgatar-nos da cadeia do pecado.

Conclusão

1. Em Apoc. 5:9 (ler) os remidos dão a razão por que Cristo é digno de receber seu louvor.

2. Jesus por Seu sangue nos remiu assegurando-nos o privilégio de participarmos do coral dos remidos que cantará o hino da vitória dos redimidos na eternidade.

3. Hoje, Jesus está apresentando a você a proposta de salvação cujo preço foi pago com Seu sangue.

a) Barrabás estava na cela tranquilo jogando palitinho com seus amigos e colegas de infortúnio, quando de repente se viu na rua livre. Ele quase não podia acreditar, mas aceitou sem questionamento sua liberdade. ... Foi libertado porque alguém que nunca tinha visto tomou seu lugar na cruz.

4. Leia Apoc. 22:14.

Pr. Alcides Cruz

Revista do Ancião, abr–jun, 2003

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Igreja de Cristo


Introdução

1. Deus sempre esteve interessado em manter na Terra um povo que respondesse ao Seu amor através da fé e obediência, e que fosse uma fonte de benção para os demais povos.

2. A origem da palavra “igreja” vem do grego ekklesia, que significa “os que são chamados, ou convocados”, um termo usado entre os gregos para designar um corpo de cidadãos que é convocado pelo Estado para discutir assuntos relacionados com ele.

3. Os cristãos, na igreja, se predispõem tanto a ouvir a exposição da Palavra de Deus, a fazer orações, como a tratar de assuntos pertinentes à congregação da qual fazem parte.

I. A Origem da Igreja Cristã

1. Ao estudarmos a origem da igreja cristã, precisamos conhecer a essência de sua natureza: A igreja não é um fenômeno social – uma instituição humana que veio à existência após a ressurreição de Cristo; mas é um fenômeno espiritual, uma sociedade fundada pelo Senhor Jesus como parte integral de Sua obra em favor da humanidade.

2. Veja a descrição da origem da igreja em Marcos 3:13 e 14: “Depois, [Jesus] subiu ao monte e chamou os que Ele mesmo quis, e vieram para junto dEle. Então, designou doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar.”

3. Três pontos a considerar nesse texto bíblico:

(1) Jesus e não o Estado ou ONG faz a escolha e a convocação daqueles que darão início à igreja;

(2) Jesus os designa para estarem com Ele, criando uma identidade entre Ele e Sua igreja;

(3) Jesus dá à igreja uma missão, que não pode ser desvinculada da comunhão com Ele: “pregar o evangelho”.

a) Subsequentes eventos mostram que os doze apóstolos (a célula da igreja) fizeram parte de um programa de treinamento para o qual Cristo devotou a maior parte de Seu tempo.

4. Ao Jesus adotar uma comunidade para Si e liderá-la, esta assumindo as características do Messias esperado pelos judeus. E Jesus queria que os discípulos percebessem isso. Ele perguntou o que lemos em Mateus 16:15: “mas vós, continuou Ele, quem dizeis que Eu sou?” A seguir, Pedro diz que Ele é Cristo [Messias]. E, no verso 17, Jesus mostra que somente quem está em comunhão com o Pai, está com a mente aberta para entender as coisas espirituais, ou seja, aceitar o Messias e Sua igreja, que é citada nos versos 18 e 19.

II. A Natureza da Igreja

1. Para reforçarmos a ideia de que a igreja é de natureza divina. Fundada por Cristo e não Por homens, vejamos Mateus 16:18: “Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” A ênfase aqui é Jesus dizendo: “edificarei a Minha igreja”. A Igreja é de Cristo e não de homens.

2. A igreja é a família de Cristo (Marcos 3:33-35). É importante também termos em mente que a igreja deve ter as características de uma família saudável.

a) A igreja deveria significar para nós um lugar em que sempre somos bem recebidos. Em que as pessoas são amadas, respeitadas e reconhecidas com valor. Um lugar em que umas necessitam das outras. Onde os talentos são desenvolvidos. Onde as pessoas crescem. Onde cada um se realiza. A igreja é também um lugar em que as pessoas se amam tanto, ao ponto de chamar, com carinho, a atenção de alguém que está correndo perigo.

3. A igreja é uma “casa espiritual”, explica Pedro, na qual os crentes, individualmente, estão sendo construídos como “pedras vivas” (I Pedro 2:5). Essas pedras são lapidadas pelo Senhor para que elas preencham seu devido espaço nessa casa espiritual.

4. A igreja pode também ser conhecida como a “igreja invisível”. A igreja invisível e a igreja universal, que é composta dos filhos de Deus em todo o mundo. Inclui os crentes que estão dentro da “igreja visível” e muitos outros que embora não pertencendo à igreja visível, têm seguido a luz que Cristo lhes concedeu (ver João 1:9).

III. Funções da Igreja

1. A igreja é o lugar no qual somos preparados para viver juntos durante toda a eternidade. Só poderemos herdar tudo o que nos está prometido se aprendermos a nos relacionar conforme os requisitos do Céu. Pessoas encrenqueiras, egoístas, ou mentirosas, correm o risco de não entrar lá, caso não mudem. O céu será composto de pessoas que tratam com respeito os outros e se esforçam para manter a unidade e a comunhão da família de Cristo.

2. Uma pesquisa nos Estados Unidos descobriu que a maioria dos 61 milhões de americanos que não frequentam nenhuma igreja, admite que se apegaria a qualquer uma que lhes demonstrasse interesse e companheirismo. E aqui, em nosso país, não deve ser diferente. Portanto, o maior desafio nosso não é provar que a nossa doutrina está certa, mas atrair outras pessoas, associando-as a amor, à alegria, à paz e à estabilidade completa que somente Cristo pode oferecer.

Conclusão

1. Finalmente a igreja está sendo formada por pessoas de diferentes nações, etnias e culturas, que aprenderam a viver juntas, em perfeita unidade, sem perder a identidade pessoal. E, por meio de sua vida, o mundo incrédulo acabará reconhecendo “os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus”. (Apocalipse 12:17)

2. Em breve, Cristo virá para levar Sua igreja para o Céu. Em Parábolas de Jesus, pág. 69, lemos: “Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-lo como Seus.”

3. Apelo: Permitamos que Cristo reproduza Seu caráter totalmente em nós.

Pr. Paulo R. Pinheiro

Revista do Ancião, jan–mar, 2005

Postado por Luís Carlos Fonseca

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Galeria dos Heróis da Fé

Introdução

1. O capítulo 11 de Hebreus contém uma das mensagens mais animadoras da Bíblia. Apresenta em 40 versículos as fantásticas proezas da fé na vida de 16 heróis e heroínas da Bíblia.

2. A fé personalizada na vida de homens e mulheres reais é o tema desse capítulo. “Fé” é uma palavra empregada 23 vezes.

I. Fé – O Segredo do Sucesso

1. Ler Hebreus 11:1 – é a única definição de fé que se encontra nas Sagradas Escrituras.

a) A Bíblia fala de homens e mulheres que viveram pela fé, que triunfaram pela fé, mas só este versículo explica o que é fé: “É a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.”

2. Esta definição apresenta duas esferas de ação:

a) A esfera das coisas que se esperam. As coisas desejadas que se esperam, mas ainda não possuídas.

b) A esfera das coisas que não se veem. Aquelas que estão além da esfera de uma possível demonstração para os sentidos.

3. Assim como a visão física produz convicção ou evidência de coisas visíveis, a fé é o “órgão” que habilita as pessoas a ver o mundo invisível.

a) Fé é a confiança em Deus. Os heróis e heroínas não se destacaram por suas qualidades naturais (muitas vezes até pelo contrário), mas chamaram a atenção pela resoluta espontaneidade por confiar em Deus.

b) Fé é acreditar que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós. A fé é o meio pelo qual podemos nos apropriar de todas as bênçãos do evangelho. A fé é a mão pela qual a alma se apodera das ofertas divinas, de graça e misericórdia.

4. A fé é um dom de Deus, mas a faculdade de exercê-la é nossa.

a) A fé produz uma nota de triunfo. A fé é a vitória que vence o mundo e a todos os inimigos de Deus. “O justo viverá pela sua fé” (Heb. 2:4).

b) A fé é o laço salvador que liga a humanidade crente em Deus.

5. A fé verdadeira e viva é dinâmica. Gera bons frutos. São frutos de fé. Tanto a fé como o amor são melhor compreendidos observando-se seus resultados.

a) “Pela fé” – demonstra que algum conhecimento ou prática anterior constitui a base da certeza. Exemplo: Abraão. Ele saiu de sua terra sem saber para onde ia, mas sua fé estava baseada em seu conhecimento anterior com Deus.

b) “Pela fé” – leva a resultados bem-sucedidos com base em experiências passadas.

c) O estilo “pela fé!” também precisa fazer parte de nossa vida.

II. Os Heróis e Heroínas

1. A fé é melhor compreendida olhando-se para as pessoas que a demonstram. Dê uma olhada no que a fé fez na vida desses heróis do passado. Veja o que ela fez na comunidade em que eles viviam.

a) Esses heróis e heroínas, 16 dos quais Paulo menciona diretamente pelo nome e 20 ou mais que ele apenas cita, são uma casta distinta: (1) Abel – Começa com Abel: filho do primeiro casal e a primeira vítima de assassinato. (2) Enoque. (3) Noé. (4) Abraão. (5) Sara. (6) Isaque. (7) Jacó. (8) José. (9) Moisés. (10) Raabe. (11) Gideão. (12) Baraque. (13) Sansão. (14) Jefté. (15) Davi. (16) Samuel.

b) São 16 modelos dignos de serem imitados. Estão mencionados nesta galeria de heróis espirituais não porque fossem perfeitos, excepcionalmente piedosos durante toda a vida, super-santos, mas porque confiaram em Deus, confiaram nas Suas promessas. Eles estavam voltados para o futuro. Eram motivados pela convicção de que o que Deus tinha dito aconteceria. Eles confiaram.

c) Eles são testemunhas das possibilidades da vida de fé.

d) Estes personagens notáveis viveram nos tempos do Antigo Testamento. Não tiveram o exemplo supremo de Cristo para imitar e reproduzir na vida. O modelo existia na profecia, não na História. No entanto, chegaram a ser como Jesus no caráter.

2. Paulo oferece (no final do capítulo) alguém melhor que todos os personagens registrados no Antigo Testamento: Jesus Cristo.

a) O apóstolo nos convida a colocar os olhos nEle (ler Heb. 12:1-5).

III. Como Conseguir Tão Excelente Fé.

1. A fé é a fonte da ação dinâmica e das boas obras. A fé tem sua origem em três causas: (1) a leitura das Sagradas Escrituras (João 20:30-31); (2) a pregação da Palavra (João 147:20); (3) em ouvir o evangelho (Atos 15:7). A fé nasce como consequência de uma dessas três forças.

a) A fé produz boas obras como consequência de ser movida pela Palavra de Deus.

b) Ao expor a Palavra, a fé é acesa até chegar a converter-se em um fogo que aquece a esperança e a expectação. Ilustração: Numa cela da cidade de Colônia (Alemanha), depois da Segunda Guerra Mundial, alguém encontrou essas palavras escritas na parede: “Acredito na existência do sol ainda que não brilhe; Acredito na existência do amor, ainda que não sinta; Acredito em Deus, ainda que esteja em silêncio.”

2. A fé penetra na obscuridade e aceita as providências de Deus, ainda que produzam pena e sofrimentos.

a) Milhares de cristãos já passaram pelas agruras da perseguição. E venceram pela fé.

Conclusão

1. Que o invisível e distante se torne uma realidade em nossa vida.

2. A lista de heróis não é dada para nos desanimar. Ao contrário, é para encorajar-nos.

a) Quando estamos convencidos de que temos lábios impuros e estamos perdidos, é ótimo considerar os homens e mulheres que desfilam por este capítulo.

3. A mensagem deste capítulo muda tudo...

a) Ela nos dá uma visão do que Deus fez pelos outros e como resultado nos encoraja.

b) Se Gideão. Com uma fé tão pequena, obteve um bom nome, há esperança para nós. Se Raabe prevaleceu, Deus pode perdoar também os nossos pecados.

c) Se Sansão finalmente foi perdoado, temos esperança.

d) Se Jacó ao final ganhou o Céu, não temos que desesperar.

e) Agradecemos a Deus pelo capítulo 11 de Hebreus. Ele instala a paz e a esperança em nosso coração.

Revista do ancião.