domingo, 21 de novembro de 2010

RESUMO DA LIÇÃO 9 – RISPA: A INFLUÊNCIA DA FIDELIDADE

QUEM FOI RISPA? Era filha de Aiá. Ver II Samuel 3:7. Seu nome significa: “Brasa viva”. Ela era uma das concubinas de Saul. Ela foi abusada pelo comandante Abner, depois da morte de Saul, que foi censurado pelo rei Isbosete. Em II Samuel 3. 7-12 mostra que por causa desta censura, Abner deixou de apoiar Isbosete e passou a apoiar Davi. Mas nós sabemos que por trás desta decisão estavam dois motivos: 1) Abner já tinha percebido a fragilidade de Isbosete para reinar, então usou este motivo para abandonar Isbosete e passar para o lado de Davi. 2) Já fazia parte dos desígnios de Deus que Davi fosse o rei, e assim aconteceu. Rispa teve dois filhos com Saul que foram mortos pelos Gibionitas, por ordem de Davi, que se vingaram de Saul matando seus filhos e mais gente. Rispa ficou cuidando dos corpos dos seus filhos e dos outros mortos por muito tempo. Diante desse quadro, seria normal que ela se julgasse vítima. Mas sua atitude foi nobre e elevada. Ela não reclamou, não se queixou, mas agiu. Construiu uma tenda improvisada com panos pretos e, por muitas semanas, cuidou dos sete corpos em decomposição para que as aves de rapina e animais selvagens não os devorassem, até Davi ordenar que eles fossem sepultados com dignidade. Alguns comentadores mencionam que ela tenha ficado lá à cuidar dos corpos entre 2 a 6 meses.

VERSO ÁUREO: “Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro: a Sua verdade é escudo e broquel.” Salmo 91:4

DOMINGO: A CONCUBINA DO REI. O que era uma concubina? Não era uma prostituta como alguns podem pensar. Era uma mulher, escolhida de entre as servas ou empregadas de uma família, para habitar o palácio e poder gerar filhos. Se tivesse a sorte de gerar filhos do sexo masculino, as concubinas recebiam o direito de esposas legítimas. A nossa sociedade não aceita o concubinato de forma legal. Hoje algumas legislações já começam a dar direitos iguais para as mulheres que vivem com homens por um tempo mais alargados e que tem filhos. As leis dos países ocidentais não permitem um homem ter mais que uma mulher. Mas nos tempos patriarcais isso era comum. Em Gén. 25:5 e 6 menciona o caso de Abraão que tinha concubinas. Em Juízes 8: 30 e 31 mostra Gideão que teve concubinas. Em II Samuel 5:13-16 menciona Davi tendo concubinas. Com a morte do rei Saul, Rispa ficou sem segurança e precisou viver de favores, e demonstrou ser uma grande mulher. Deus nunca foi a favor de uma homem ter mais que uma mulher, e de uma mulher ter mais que um homem. O próprio Deus disse: “Qualquer que atentar para uma mulher, para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5.28

SEGUNDA FEIRA: A MENÇÃO DO SEU NOME. O nome de Rispa não aparece como sendo principal. Primeiro aparece Davi que já é conhecido nos dramas anteriores e não necessita de mais apresentação. Depois aparece Abner que era um brilhante defensor da continuidade do reino de Saul com Isbosete, embora soubesse que Deus havia prometido o reino de todo o Israel a Davi. Certo dia, o rei Isbosete acusou Abner de ter adulterado com Rispa, a concubina de Saul, seu pai. Não sabemos se isso ocorreu ou não, porque o texto bíblico não esclarece. O facto de alguém manter relações com a mulher ou as concubinas de um rei indicava sua intenção de usurpar o trono. Logo a seguir aparece Isbosete que era fraco na administração e liderança e não tinha como sobreviver se fosse abandonado por Abner. Ele foi assassinado por dois de seus servos, e todo o Israel passou a seguir Davi. A breve dinastia de Saul terminou com a morte de seu filho Isbosete. Finalmente aparece Rispa com os papéis secundários e passivos. Ela não aparece como uma mulher activa, com uma participação romântica e explícita com Abner. O autor bíblico simplesmente menciona seu nome no drama entre os dois homens Isbosete e Abner. Ao acusar Abner de adultério com Rispa, Isbosete nem sequer mencionou o nome dela. Disse apenas: “Por que possuíste a concubina de meu pai? 2Sm 3:7 E Abner, insensível e indignado, respondeu: “Você está me acusando pela maldade de uma mulher” 2Sm 3:8. Embora fosse tão desconsiderada pelos homens, a simples menção dela mudou a história de Israel. Mas a simples menção do episódio provoca uma mudança de rumo na história de Israel. Isbosete foi assassinado por seus servos, e Abner foi friamente assassinado por Joabe. Então, novamente aparece a figura de Rispa dando protecção aos corpos de seus dois filhos e mais cinco netos de Saul, mortos pelos Gibeonitas como acerto de contas. Após esse ato de dedicação, amor e fidelidade, Davi enterrou com dignidade os sete corpos e mais os corpos de Saul e Jônatas. Esse ato de Davi trouxe finalmente tranquilidade e aceitação aos descendentes de Saul. Rispa aparece como pacificadora e não revoltada. Grande lição para todos os cristãos de hoje. Em situação de desespero, devemos confiar nas promessas de Deus de que dias melhores virão.

TERÇA-FEIRA: OLHO POR OLHO, OU UMA SOLUÇÃO CONVENIENTE? Os Gibeonitas usaram de astúcia. Eram um povo pagão, e sabiam usar dos meios pagãos para conseguir as coisas, ou seja, mentindo e enganando. Assim tornaram-se rachadores de lenha e carregadores de água. E Saul achou-se com o direito de, depois do acordo entre esses dois povos, fazer justiça, eliminando-os dentre o povo de DEUS. Tal coisa já não era justiça, havia um acordo entre os dois povos, e deveria ser respeitado, principalmente pelo rei, o maior dentre o povo de Deus. Se nem o rei respeita os acordos, então a nação vai em direcção a desordem e caos. Então Deus enviou uma grande seca que durou 3 anos. Josué deveria ter destruído os Gibeonitas, mas não o fez. Saul tentou fazer, mas não conseguiu. Davi, em vez de buscar o conselho de Deus para resolver os problemas do seu reino, buscou o favor de um povo inimigo. Nunca foi da vontade de Deus que houvesse tanto sangue. Essas mortes nunca foi da vontade de Deus que acontecesse. Se Davi tivesse buscado ao Senhor nestas circunstancias, o rumo da história teria sido outro. A associação como os incrédulos sempre traz consequências desastrosas para os filhos de Deus. Há momentos na vida do cristão que ele tem que romper com tudo aquilo que o pode levar para a bancarrota espiritual. Em II Cor. 6:14 lemos: “ não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis, porque que sociedade tem a justiça com a injustiça?...”

QUARTA-FEIRA: A FIDELIDADE DE RISPA. Onde Rispa mostrou ser fiel? Davi concordou com o pedido dos Gibeonitas, e sete descendentes de Saul, incluindo dois filhos de Rispa, foram mortos, foi aqui que Rispa entra em cena outra vez. O que fez Rispa quando os seus filhos foram mortos? Apenas podemos imaginar a dor e o sofrimento de Rispa ao ver os sete corpos no chão. Ela ergueu uma espécie de tenda com panos para proteger os corpos. Rispa se destaca, como sendo fiel, no meio de homens cruéis e sem juízo incluindo Davi. Rispa é um símbolo de mulheres que sofrem caladas por verem tanta crueldade de homens que exploram a mulher em todos os aspectos. Nada encontramos a respeito de Rispa ter ficado desanimada diante de tantas provações ou de ter condenado Davi de ter entregue seus filhos nas mãos dos Gibeonitas. Como uma ovelha muda ela ficou calada. Rispa foi uma reconciliadora. Reflectiu a imagem de Jesus, que foi o maior reconciliador, e nós somos chamados para isso também. “Foi missão de Jesus reconciliar os homens com Deus, e assim, uns com os outros” Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 47.

QUINTA-FEIRA: ERGUENDO UMA NAÇÃO. De que maneira Davi foi afectado pela humildade de Rispa? Muitos dos vizinhos de Israel consideravam ser fundamental um sepultamento decente para que os falecidos pudessem ser lembrados nos anos posteriores. Alguns exageravam com os túmulos, como era o caso dos faraós com suas grandes pirâmides. E Davi, filho de Deus,não permitiria um sepultamento digno? Ele permitiu porque houve uma insistência de Rispa em desejar um sepultamento digno para seus filhos. Ela não gritou, não praguejou, mas soube aguardar a boa resposta Rei. Ver II Samuel 21:11-14. O escritor bíblico fez questão de identificar essa mulher pelo nome de seu pai e de ser concubina de Saul. No entanto, sem usar poder nem de articulação política, somente cumprindo o seu dever, Rispa influenciou para a reconciliação de toda uma nação. Ela fez a sua parte, e o resultado foi positivo e gigantesco. Cada um de nós precisa fazer a sua parte para promover o bem estar a a alegria daqueles que vivem do nosso lado.

Bom estudo.

Luís Carlos Fonseca

3 comentários:

  1. Boa tarde! gostaria de saber se ISBOSETE esse mesmo a acusou RISPA de adu´lterio eh! o filho dela?????????

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  2. A bíblia não é clara neste aspecto, mas tudo indica que não Issa. Feliz sábado

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  3. QUE NOVAS LIÇÕES PODEMOS APRENDER COM A VIDA DE ISBOSETE?

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