terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O Cristão Pode Fazer Greves e Manifestações?

O Cristão Pode Fazer Greves e Manifestações?

Quando somos colocados em dificuldades em relação aos nossos direitos de ir e vir, comprar e vender, entrar e sair, e especialmente no que concerne aos nossos supostos direitos no trabalho; quando esses direitos nos são tirados ficamos furiosos. Não é mesmo?

Temos visto muita insubordinação civil, greves, protestos e manifestações no dia-dia. Cada cristão deve olhar para a o Seu líder, Jesus Cristo, em relação a manifestações e greves. Como Jesus resolveu os conflitos na sua época?

A marca que caracterizou a vida do Senhor Jesus foi a obediência. Ele sempre fez a vontade daquele que O enviou ao mundo. Quando criança, estava sujeito aos Seus pais. Durante o Seu ministério Ele deixou clara a Sua obediência ao sistema político e financeiro de Roma, mesmo estando marcado pela corrupção.

Jesus conseguia motivar multidões para junto de Si e auxiliava as pessoas em suas necessidades, mas Ele nunca foi visto argumentando contra os governantes. Quando Ele foi acusado pelos inimigos de ser um agitador do povo na Judéia e Galiléia, Ele foi declarado isento de culpa pelas autoridades romanas. Ele sabia diferenciar a religião da política.

Jesus nunca organizou greves, manifestações, protestos e nem outras demonstrações de desobediência civil entre os Seus seguidores. Em Suas pregações e ensinamentos, vemos justamente o oposto: Seus seguidores foram incentivados a submeter-se e a não resistir, a maus-tratos e injustiças, a ir além do que lhes era exigido; a amar em vez de odiar os seus inimigos e a dar “a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Ver: Luc. 23:5-15 e Mat 5:39-44. 

Os desobedientes a Deus sim é que fizeram manifestações. Veja este exemplo: “E, quando já era dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e juraram, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.” Atos 23:12. Ver outras manifestações dos ímpios: Atos 16:19-24 e Atos 17:5.8

Quando damos uma vista de olhos na igreja apostólica, vemos que os líderes da igreja, Paulo e Pedro recomendaram a sujeição para com as autoridades. Os cristãos primitivos continuaram nesses padrões de obediência ensinados pelo Senhor. Se houve alguma manifestação ou protesto, isso procedeu da parte dos oponentes do Cristianismo e nunca produziu bons resultados. Em vez de criticar os governantes, Paulo sempre deu ênfase na sujeição às autoridades que são colocadas por Deus. Ver I Tim. 2: 1-3. Na Bíblia não encontramos indicações de que os trabalhadores devam envolver-se em protestos trabalhistas. O propósito de Jesus é que, mediante a vida piedosa, os cristãos façam emudecer as difamações e calúnias que são proferidas contra eles no mundo. Outro aspecto enfatizado é a importância de os cristãos estarem em oração a favor dos reis e daqueles que se acham investidos de autoridades, no caso o patrão.Ver I Ped. 2.13-23 e Rom 13.1-7.

Tiago reconhece as injustiças praticadas contras os pobres no mundo, muitas vezes pelos ricos. Veja estes textos: “Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais?” Tiago 2:6

“Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu.” Tiago 5:1-6.

Aqui Tiago está mostrando que os movimentos grevistas de hoje fazem parte do cumprimento dos seus escritos. Ele chama a atenção de todos os santos para a importância da volta de Cristo. Os crentes de hoje são convidados para duas coisas muito importantes: Estar preparados para a segunda volta de Jesus e trabalhar diligentemente até o dia da volta de Cristo, pois a nossa pátria não é este mundo. A Bíblia declara que o cristão é cidadão do céu, cuja esperança e chamado não dizem respeito a este mundo. Ele está por aqui apenas de passagem rumo à sua pátria celestial. Logo, ele é peregrino e forasteiro. Durante a sua estadia aqui, o cristão deve trabalhar diligentemente para o sustendo da sua família. O cristão também é convidado a orar para que as dificuldades sejam amenizadas .

A Bíblia oferece várias razões por que o homem deve trabalhar. Está é uma ordem de Deus. Paulo deixou isso bem claro em II Tessalonicenses 3. É claro que alguns dos tessalonicenses não estavam trabalhando. Paulo os repreendeu fortemente e os exortou para que todos trabalhassem. Veja o texto: "Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranquilamente, comam o seu próprio pão." II Tessalonicenses 3:10-12.

Embora a greve seja um instrumento legal em muitos países, os movimentos de greve produzem prejuízos terríveis e separam amigos. O cristão deve trabalhar de forma eficiente para que o patrão possa pagar-lhe um salário justo. De acordo com a Palavra de Deus o cristão que não está satisfeito com o trabalho, deve arranjar um emprego onde possa ser mais eficiente e útil, mas fazer greve é desaconselhável.

Os Adventistas do Sétimo Dia contam com a orientação da profetisa Ellen White que apenas confirma as diretrizes deixadas por Jesus. Veja alguns textos também inspirados: "Aqueles que pretendem ser filhos de Deus, em caso algum devem unir-se às uniões trabalhistas já formadas, ou que ainda se formarão. Isto Deus proíbe. Não podem os que estudam as profecias ver e compreender o que adiante de nós está? Carta 201, 1902.”

"Os sindicatos e confederações do mundo são uma armadilha. Conservai-vos fora, e longe deles, irmãos. Nada tenhais a ver com eles.”  Test.  Seletos Vol. 3, 115

"Essas uniões são um dos sinais dos últimos dias. Os homens se estão unindo em feixes prontos a ser queimados. Podem eles ser membros da igreja, mas enquanto pertencerem a essas uniões, possivelmente não poderão observar os mandamentos de Deus, pois pertencer a essas uniões significa desrespeitar todo o Decálogo.  "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." Luc. 10:27. Estas palavras resumem todo o dever do homem. Significam a consagração de todo o ser, corpo, alma e espírito, ao serviço de Deus. Como podem os homens obedecer a essas palavras e ao mesmo tempo comprometer-se a apoiar aquilo que priva seus vizinhos da liberdade de ação? E como podem os homens obedecer a essas palavras e formar combinações que roubam às classes mais pobres as vantagens que justamente lhes pertencem, privando-as de comprar ou vender, exceto sob certas condições?"  Carta 26, 1903.


Luís Carlos Fonseca                                       

3 comentários:

  1. Matéria oportuna. Porem vele lembrar, que Ellen White aconselha a não apoiar esses sindicatos,ou sindicalistas, pelo voto, pois se votamos, neles, ou em qualquer um que venha criar leis contra a liberdade religiosa, esteremos sendo cúmplice dos erros deles

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  2. Vale lembrar tbm que o que Ellen G White diz não texto inspirado.

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  3. 18. O Dom de Profecia
    Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).

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